A megaoperação deflagrada nesta quinta-feira para desarticular um esquema bilionário de sonegação fiscal atribuído ao Grupo Refit, dono da antiga refinaria de Manguinhos, apreendeu pacotes de esmeraldas que, juntos, valem R$ 88 mil e mais de R$ 2 milhões em espécie. Além disso, também foram apreendidos celulares, computadores e uma pilha de documentos.
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Autorizada pela Justiça de São Paulo, a operação cumpriu 190 mandados de busca e apreensão em cinco estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão) e no Distrito Federal.
Um dos pontos que mais chama atenção foi a apreensão de esmeraldas em Campinas (SP). As pedras estavam guardadas em oito sacos plásticos, cada um avaliado em cerca de R$ 11 mil, dentro de uma empresa ligada ao grupo investigado. A ação, conduzida pelo Gaeco e pela Polícia Militar, também recolheu cerca de R$ 122 mil em espécie, além de eletrônicos e documentos que agora passam por perícia.
O conjunto de materiais, afirmam autoridades, será fundamental para reconstituir os caminhos financeiros utilizados pelo esquema, que teria causado mais de R$ 26 bilhões de prejuízo aos cofres públicos. A investigação aponta a existência de uma rede complexa de empresas de fachada, fundos de investimento e offshores no exterior, estruturada para ocultar a origem dos recursos e driblar o pagamento de impostos.
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Segundo o Ministério Público e a Receita Federal, o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano, atuando em todas as etapas da cadeia de combustíveis, da importação à venda em postos, e deixando de recolher tributos de forma reiterada. Mais de 100 empresas já são consideradas suspeitas no inquérito.
O nome da operação faz referência ao primeiro poço de petróleo perfurado no Brasil, em 1939, no bairro Lobato, em Salvador. Agora, quase um século depois, as autoridades miram um poço diferente: uma estrutura financeira com múltiplas camadas, construída para ocultar valores que eram reinvestidos em propriedades, participações societárias e fundos exclusivos.
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