A oferta de falsos brindes como notebooks, viagens de formatura e descontos em mensalidades, mediante o pagamento de uma “taxa de administração” inexistente. Essa era a isca que golpistas usavam para enganar alunos de duas universidades do Rio. Para que o golpe desse certo, os acusados criavam sites que imitavam as páginas oficiais dessas instituições ensino superior. A fraude ocorreu entre junho e julho do ano passado, de acordo com a investigação da Polícia Civil, que deflagrou a Operação Espelho nesta quarta-feira, para prender os responsáveis.
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Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços vinculados ao alvo, identificado pela polícia como Walace da Rocha Gomes, nos estados de São Paulo e Espírito Santo. A investigação começou após uma instituição de ensino superior comunicar a utilização indevida de sua marca. A partir das diligências, os policiais identificaram seis domínios utilizados na fraude.
O golpe funcionava por meio da chamada prática de phishing, estratégia criminosa que utiliza páginas ou mensagens falsas para induzir a vítima a fornecer informações ou realizar alguma ação em benefício dos fraudadores. Para isso foram criados domínios virtuais que faziam referência às instituições de ensino e apresentavam um ambiente semelhante ao oficial para conferir aparência de legitimidade à abordagem. Ao acessar as páginas, os estudantes eram induzidos a fornecer informações cadastrais e realizar pagamentos por meio de transferências via PIX.
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Os investigadores apuraram ainda que os valores eram processados por plataformas de gestão de pagamentos instantâneos e direcionados a duas empresas identificadas durante a apuração. A análise das movimentações revelou um volume elevado de transações com características consideradas atípicas, incluindo descrições genéricas como “rematrícula” e “recarga”, além de grande quantidade de operações não concluídas e pedidos de devolução dos valores.
O cruzamento das informações financeiras e digitais também levou os agentes à identificação de Walace como possível beneficiário direto dos valores. Segundo a polícia, o acusado tentou realizar o saque de quantias por meio de uma chave PIX vinculada ao próprio CPF.
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Viagens, notebooks e descontos: veja como funcionava golpe com sites falsos para enganar alunos universidades do Rio
