Pular para o conteúdo
outubro 10, 2026
BRcom
Dólar PTAXR$ 4,9886
News

Você pode gostar de alguém e ainda assim não se sentir amado; entenda por quê

Por · outubro 10, 2026
Você pode gostar de alguém e ainda assim não se sentir amado; entenda por quê


Um abraço demorado, uma mensagem carinhosa no meio do dia ou alguém que se oferece para resolver um problema sem que você precise pedir. Cada pessoa tem um jeito de demonstrar amor e, nem sempre, aquilo que faz alguém se sentir querido é o mesmo que o parceiro costuma oferecer. Entender essas diferenças pode ajudar a evitar frustrações e tornar as relações mais próximas.
Entenda: Relacionamento saudável faz bem para a mente e o corpo?
Solteiros estão usando IA para lidar com sentimentos? Entenda a nova tendência nos relacionamentos
Uma pesquisa do aplicativo de relacionamentos happn mostra que o toque físico é a principal linguagem do amor para 42% dos solteiros brasileiros que estão em um relacionamento. Para 45% dos entrevistados, a proximidade física aumenta a sensação de conexão com o parceiro. Outros 34% associam esse contato a uma sensação de paz.
Mas nem todo mundo espera o mesmo tipo de demonstração. Para 22% dos participantes, as palavras de afirmação, como elogios e conversas profundas, são a forma preferida de receber carinho. Já 19% valorizam os atos de serviço, como ajudar nas tarefas do dia a dia. O tempo de qualidade aparece entre as preferências de 11%, enquanto 7% dizem gostar mais de receber presentes.
Os números ajudam a entender por que alguns casais se desentendem mesmo quando existe afeto. Uma pessoa pode sentir falta de ouvir declarações de amor, enquanto a outra acredita demonstrar seus sentimentos ao estar presente e ajudar na rotina. Nem sempre falta carinho; às vezes, os dois apenas esperam recebê-lo de maneiras diferentes.
A linguagem do amor muda com a idade?
Segundo a pesquisa, as preferências também variam entre homens e mulheres e de acordo com a faixa etária. Entre os homens, o toque físico aparece como a principal escolha em todas as idades analisadas. Entre as mulheres de 26 a 35 anos, porém, outras formas de demonstração ganham espaço.
Nessa faixa etária, 28% apontaram o toque físico como sua preferência, enquanto a mesma proporção escolheu receber presentes. Os atos de serviço, como oferecer ajuda e demonstrar cuidado por meio de atitudes práticas, foram mencionados por 21%.
Para Karima Ben Abdelmalek, CEO e presidente do happn, os resultados indicam que as prioridades afetivas das mulheres podem mudar ao longo da vida.
“Entender como demonstramos e recebemos amor é fundamental para construir relacionamentos verdadeiros. Embora o toque físico seja frequentemente visto como a linguagem universal dos brasileiros, nossa pesquisa revela que o afeto físico deixa de ser a prioridade principal das mulheres à medida que amadurecem. Para elas, gestos de apoio prático, atenção aos detalhes e uma comunicação clara passam a ocupar o papel principal”, afirma.
Isso não significa que exista uma idade em que as pessoas deixem de valorizar o contato físico ou passem a preferir gestos práticos. Os resultados mostram tendências entre os grupos pesquisados, mas as expectativas continuam sendo individuais e podem mudar conforme as experiências de cada um.
Demonstrar amor não é a mesma coisa que receber carinho
A pesquisa também identificou diferenças entre a forma como os participantes gostam de receber afeto e aquela que usam para demonstrá-lo. Nesse caso, o toque físico aparece em primeiro lugar, com 29%, seguido pelas palavras de afirmação, com 27%.
Entre as mulheres de 18 a 25 anos, 42% disseram preferir demonstrar o que sentem por meio de elogios, mensagens carinhosas e conversas profundas. Já entre os homens da mesma faixa etária, o contato físico foi a opção mais citada, com 36%.
Na prática, esse desencontro pode aparecer em situações comuns. Uma pessoa envia mensagens ao longo do dia porque gosta de manter contato, enquanto a outra espera um abraço ou um momento a dois para se sentir próxima. Quando cada uma interpreta o próprio jeito de demonstrar afeto como a única forma válida, pequenos desencontros podem virar motivo de insatisfação.
Reconhecer essas diferenças não significa que alguém precise mudar completamente sua maneira de amar. O primeiro passo pode ser explicar o que faz falta, perguntar o que o outro valoriza e entender como cada um demonstra seus sentimentos.
O que fazer quando o casal tem expectativas diferentes?
Conversar parece ser uma das principais estratégias para lidar com essas diferenças. De acordo com a pesquisa, 35% dos participantes preferem falar diretamente sobre o que esperam de uma relação. Entre as mulheres de 18 a 25 anos, o percentual chega a 56%.
Outros 31% disseram preferir observar a situação por mais tempo antes de tomar uma decisão. A mesma proporção afirmou que tende a perder o interesse aos poucos quando as expectativas não são atendidas. Entre as mulheres de 26 a 35 anos, esse comportamento foi citado por 45%.
Ainda assim, as diferenças nem sempre são motivo para desistir de uma relação. Para 52% dos entrevistados, é importante receber carinho da maneira que mais valorizam, mas existe flexibilidade quando os outros aspectos do relacionamento funcionam bem.
No fim, as chamadas linguagens do amor podem servir como ponto de partida para uma conversa, não como uma fórmula capaz de explicar todos os relacionamentos. Gostar de receber presentes, valorizar o toque ou precisar ouvir palavras de carinho não determina se duas pessoas são compatíveis.
Mais importante do que acertar sempre na forma de demonstrar afeto é conseguir falar sobre o que cada um precisa, reconhecer os gestos do parceiro e construir uma maneira de se relacionar que faça sentido para os dois.

Você pode gostar de alguém e ainda assim não se sentir amado; entenda por quê