Um dos detalhes da casa de Zé Felipe mostrados por Virginia Fonseca em um tour publicado nas redes sociais foi o quarto dos filhos do ex-casal. Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo dormem em camas montessorianas, modelo próximo ao chão que permite às crianças subir e descer com mais facilidade. A escolha segue uma proposta que busca adaptar os espaços às necessidades dos pequenos e estimular a independência nas atividades do dia a dia.
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Inspiradas nos princípios da educadora italiana Maria Montessori, essas camas fazem parte de uma abordagem que valoriza a participação da criança na própria rotina. A ideia é oferecer um ambiente acessível, no qual ela possa se movimentar e explorar o espaço de acordo com suas capacidades. A adoção do modelo, porém, exige atenção à idade e ao desenvolvimento infantil, além de cuidados com a organização do quarto.
Camas dos filhos de Zé Felipe chamam atenção em tour pela nova casa
Reprodução Instagram
O pediatra Thiago Castro explica que a altura reduzida da cama, por si só, não garante um ambiente seguro. É preciso avaliar os demais elementos do cômodo e identificar possíveis riscos antes de permitir que a criança circule com mais liberdade.
“A proposta de uma cama mais baixa é permitir que a criança tenha maior liberdade para se movimentar, mas isso não significa que ela possa ficar sem supervisão ou que qualquer ambiente seja seguro. É fundamental observar a idade, o desenvolvimento motor e as condições do quarto. Tomadas, fios, móveis que possam tombar e objetos pequenos precisam estar fora do alcance, porque a autonomia só é positiva quando vem acompanhada de segurança”, explica.
A neuropsicóloga Roberta Machado também destaca a importância de oferecer experiências compatíveis com cada etapa do desenvolvimento. Quando consegue realizar pequenas ações sem depender o tempo todo de um adulto, a criança tem a oportunidade de experimentar suas próprias capacidades e ganhar confiança.
“A autonomia infantil é construída nas pequenas experiências do dia a dia. Quando a criança encontra um ambiente adaptado às suas capacidades, ela tem oportunidades de fazer escolhas, desenvolver iniciativa e perceber que consegue realizar determinadas atividades sozinha. Isso contribui para a autoconfiança e para o desenvolvimento de habilidades importantes, mas sempre respeitando o ritmo individual e os limites de cada fase”, avalia.
Esse estímulo, no entanto, não depende de um tipo específico de cama. Brinquedos e objetos pessoais ao alcance dos pequenos, participação em tarefas simples e pequenas escolhas na rotina também podem favorecer a independência. O importante é respeitar as possibilidades de cada idade, sem transformar a autonomia em uma exigência.
Cuidados com o sono dos bebês
No caso dos bebês, a escolha do local de dormir requer atenção especial. Para crianças com menos de um ano, a recomendação é utilizar um berço adequado às normas de segurança, com colchão firme e plano, sem travesseiros, almofadas, protetores ou outros objetos soltos. Camas baixas e colchões diretamente no chão não são alternativas automaticamente seguras para essa faixa etária.
A presença desse tipo de mobiliário na casa de Virginia também reflete uma proposta de organização dos quartos infantis que considera a participação das crianças nos cuidados cotidianos. Mas a adaptação do espaço é apenas um dos fatores envolvidos no desenvolvimento. A cama, isoladamente, não determina a construção da independência nem o amadurecimento emocional ou cognitivo.
“É importante compreender que a independência não acontece apenas porque a criança tem uma cama baixa. Ela precisa de oportunidades para explorar, brincar, tomar pequenas decisões e aprender com a orientação dos adultos. O ambiente pode facilitar esse processo, mas o vínculo afetivo, a segurança e o acompanhamento da família continuam sendo fundamentais”, ressalta a neuropsicóloga.
Para quem pensa em adotar o modelo, a recomendação é considerar a fase de desenvolvimento da criança e verificar as condições de segurança de todo o quarto. Mais do que seguir uma tendência de decoração, a proposta deve atender às necessidades dos pequenos e tornar o ambiente adequado à rotina da família.
Zé Felipe escolhe camas montessorianas para os filhos; entenda a proposta
