O pré-candidato ao Planalto Romeu Zema (Novo) criticou o senador e líder do governo Lula, Jacques Wagner (PT-BA), que foi alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira. A corporação apontou que o petista foi o “beneficiário central” de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master.
Zema ironizou Wagner afirmando que “se gritar pega ladrão” — em referência ao clássico de Bezerra da Silva.
— Vamos lembrar o seguinte: o líder do governo é aquele senhor que o próprio Lula escolheu para falar dele no Congresso. É a voz do presidente dentro do Senado. É por essa pessoa que o Lula se sente representado? Um indivíduo que está sendo investigado por corrupção no maior escândalo financeiro da história recente do Brasil? — questionou o mineiro.
O ex-governador de Minas Gerais também escreveu que “sempre disse que na Bahia do PT foi onde tudo começou”. Ele ressaltou que “dia após dia a verdade fica ainda mais clara”.
Por críticas ao bolsonarismo envolvendo o caso Master, Zema passou a ser pressionado até mesmo dentro partido que integra. O mineiro foi desconvidado de um evento marcado pelo Novo de Santa Catarina para o início de julho.
O posicionamento da sigla ocorreu após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugerir um rompimento “geral” entre PL e Novo.
Crise com o bolsonarismo
A crise entre Zema e a família Bolsonaro, de quem foi apoiador à frente do governo mineiro, começou após a revelação das conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Master, classificadas como “inaceitável” por Zema. Desde então, o mineiro vem alternando entre novas críticas ao presidenciável do PL e recuos pontuais. No último fim de semana, em entrevista ao canal Brasil Paralelo, voltou a subir o tom: disse que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”.
No último fim de semana, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro reagiu: “Que postura vagabunda, critica Flavio Bolsonaro apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o Novo”, publicou.

