Mark Zuckerberg foi alvo de questionamentos depois de o seu superiate Launchpad, avaliado em cerca de US$ 300 milhões, ou R$ 1,5 bilhão, não prestar socorro a uma pequena embarcação que ficou à deriva no sudeste do Alasca. O iate estava mais próximo do barco, mas o resgate acabou sendo realizado por um pequeno navio de cruzeiro. O bilionário da Meta, no entanto, não estava a bordo, e seu porta-voz afirmou que a tripulação operava em um canal de rádio diferente.
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O caso ocorreu na semana passada, quando uma embarcação de cerca de 6 metros ficou sem combustível entre as cidades de Petersburg e Juneau. Segundo o site Alaska Beacon, um navio de cruzeiro que navegava pela região foi responsável por resgatar o barco e seus ocupantes, apesar de estar mais distante do local do que o iate de Zuckerberg.
Um passageiro do Wilderness Legacy, da empresa UnCruise Adventures, relatou o episódio na rede social Bluesky. Segundo ele, a Guarda Costeira americana teria tentado entrar em contato por rádio com o iate do fundador da Meta, que estava mais próximo, mas a tripulação teria se recusado a responder repetidamente.
O relato provocou reação entre os passageiros do navio de cruzeiro. Ainda segundo o testemunho publicado na rede social, houve vaias quando o capitão informou aos passageiros que a tripulação do Wilderness Legacy havia realizado o resgate.
O que diz Zuckerberg
Brian Baker, porta-voz de Zuckerberg e de sua esposa, Priscilla Chan, afirmou à revista Forbes que o casal não estava a bordo do Launchpad no momento do incidente.
Segundo Baker, a tripulação do superiate estava utilizando um canal de rádio diferente daquele usado na comunicação sobre a emergência. Quando os tripulantes verificaram a transmissão, o resgate da pequena embarcação já estava em andamento.
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, discursa no evento Meta Connect em Menlo Park, Califórnia
Jason Henry/The New York Times
A explicação busca contestar a versão de que o iate teria deliberadamente se recusado a ajudar. Não há, segundo as informações divulgadas, indicação de que Zuckerberg tenha participado pessoalmente da decisão relacionada ao resgate.
O Launchpad tem cerca de 118 metros de comprimento e é um dos bens mais luxuosos associados ao bilionário. A embarcação, estimada em US$ 300 milhões, costuma chamar atenção por seu tamanho e características de superiate.
O episódio voltou a colocar Zuckerberg no centro de críticas relacionadas ao seu estilo de vida. O bilionário, que comanda a Meta, empresa dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, já enfrenta questionamentos públicos sobre o impacto das plataformas de redes sociais, sua aproximação com Donald Trump e seu padrão de vida considerado extremamente luxuoso.

