Depois de anos em que fios extremamente alinhados e sem volume dominaram referências de beleza, o cabelo mais cheio volta a ganhar espaço em 2026. Ondas marcadas, cachos definidos, textura aparente e comprimentos com mais movimento aparecem tanto em produções de tapete vermelho quanto em propostas que valorizam um acabamento menos polido. A ideia não é necessariamente apostar em fios muito longos, mas criar uma aparência de maior densidade e presença.
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A tendência também pode ser observada na divulgação de “Da Magia à Sedução 2”, que reuniu Nicole Kidman, Sandra Bullock e Joey King em diferentes eventos. As atrizes apareceram com propostas distintas, mas que têm o volume como ponto em comum. Nicole apostou nos cabelos loiros com cachos e bastante amplitude, enquanto Sandra surgiu com ondas longas e movimento. Joey, por sua vez, levou a estética aos fios acobreados, com textura evidente.
As escolhas mostram que não existe uma única maneira de aderir ao visual. O efeito pode aparecer em cabelos lisos trabalhados com finalização, em ondas mais abertas ou na valorização dos cachos naturais. O comprimento também não é uma regra, já que cortes médios podem ganhar dimensão por meio da distribuição dos fios e da maneira como são finalizados.
Para Tati Cordeiro, CEO da MegaHairInvisível e especialista em cabelos, a valorização do volume representa uma mudança na relação com a textura natural.
“Durante muito tempo, muitas mulheres tentaram controlar completamente o cabelo, principalmente o volume. Hoje existe uma valorização maior da textura, do movimento e daquela aparência de cabelo cheio. O resultado pode ser sofisticado sem precisar parecer exagerado”, avalia.
Na prática, conquistar um visual mais encorpado começa pela avaliação das características de cada cabelo. Em fios finos, por exemplo, o corte pode fazer diferença na percepção de densidade. Retirar peso em excesso ou distribuir as camadas de maneira inadequada pode produzir justamente o efeito contrário ao desejado.
“O corte faz muita diferença. Em cabelos finos, por exemplo, retirar peso demais pode fazer os fios parecerem ainda mais ralos. A escolha do comprimento, a distribuição das camadas e a forma de finalizar precisam considerar a estrutura daquele cabelo”, explica Tati.
A finalização também interfere diretamente no resultado. Produtos muito pesados podem reduzir o movimento e deixar os fios próximos ao couro cabeludo, enquanto uma rotina de hidratação e proteção térmica ajuda a preservar a aparência saudável, especialmente quando secador, modelador ou outros equipamentos fazem parte do dia a dia.
“Volume bonito começa com cabelo bem cuidado. É importante hidratar, proteger os fios do calor e escolher produtos que não deixem o cabelo pesado. Quando existe uma rotina adequada, a textura aparece com muito mais facilidade”, orienta.
Quem busca uma transformação mais evidente, seja no comprimento ou na quantidade percebida de fios, também pode recorrer a técnicas de extensão. Nesse caso, a escolha deve levar em conta a estrutura do cabelo e o resultado pretendido, evitando um efeito desproporcional.
“O objetivo não deve ser simplesmente colocar mais cabelo. É preciso respeitar a estrutura dos fios e encontrar uma quantidade que fique proporcional e natural para aquela pessoa”, afirma.
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