Ao completar nove décadas de vida, minha mãe me confessou algo que, àquela altura, me pareceu um pouco estranho — os anos mais felizes da sua vida haviam sido os últimos 20. Explicou depois que ao envelhecer a vida ganhara leveza. Não tinha mais grandes responsabilidades; não precisava provar nada, nem prestar contas a ninguém; podia fazer e dizer o que bem lhe apetecia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A última infância
