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outubro 3, 2026
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Advogada é denunciada à Justiça por desvios de R$ 32 mil em conta de idosa de 90 anos

Por · outubro 3, 2026
Advogada é denunciada à Justiça por desvios de R$ 32 mil em conta de idosa de 90 anos


A advogada Jéssica Cabral Barradas, presa em flagrante, nesta sexta-feira, por ocultação de documentos de uma pessoa morta, é acusada de desvios de rendimentos da idosa. Denúncia do Ministério Público relata, apenas entre 1º de outubro de 2018 e 2 de maio de 2019, um total de R$ 20.020 transferidos da conta da senhora, cujo patrimônio Jéssica deveria proteger como curadora, para a própria conta. Além disso, após o óbito, R$ 12.522 foram subtraídos do espólio da vítima.
Análise financeira revelou 35 ordens de transferência, a partir de janeiro de 2017, destinadas à conta pessoal de Jéssica, no valor total de R$ 49.485,. No entanto, a imputação de crime fica restrita, pelo prazo prescricional, às operações realizadas a partir de 1º de outubro de 2018. Até a morte da idosa, em julho de 2019, foram 12 movimentações financeiras que somam os R$ 20.020.
Seis dias após a morte da idosa, a advogada subtraiu R$ 6.720 do espólio da vítima por meio de saque e TED para sua conta pessoal. E em 2020, se apassou de crédito de R$ 5.802,05, proveniente de resitutição de imposto de renda. Nos dois casos, segundo o Ministério Público, Jéssica cometeu furto e fraude, utilizando indevidamente os meios de acesso à conta bancária da falecida, inclusive cartão e senha, apesar de extintos seus poderes como curadora.
O Ministério Público também apurou que, entre 2018 e 2019, no Gabinete da 1ª Promotoria de Justiça Cível e de Família da Ilha do Governador, durante fiscalização da curatela, a advogada prestou declaração falsa da renda total da idosa. Ela omitiu ganhos do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e relatou apenas a pensão militar do Exército recebida por ela.
Apesar das duas fontes de renda, na administração de Jéssica, as despesas básicas da idosa deixaram de ser quitadas. Na denúncia do MP, consta que um fornecedor de alimentos recebia regularmente os pagamentos até a gestão dos recursos ser assumida por Jéssica, mas depois disso, as dívidas foram acumuladas até R$ 937. A idosa, ele conta, chegou a lhe pedir R$ 5 emprestado para comprar Dipirona e R$ 10 para ir de táxi até um banco a fim de realizar sua prova de vida.
Diante dos indícios de ilicitude, o MP requer à Justiça o sequestro do R$ 32.542,05, nas contas de Jéssica Cabral Barradas para a reparação do dano. O Ministério Público denuncia ainda que contas do pai de Jéssica receberam R$ 2.030 em transferências feitas em nome da idosa atendida por Jéssica, mas como grande parte das operações é alcançada pela prescrição, apenas R$ 280 devem ser considerados no processo em andamento.
No caso já levado à Justiça, Jéssica responde por dezenas de apropriações de rendimentos de pessoa idosa, dois furtos qualificados e falsidade ideológica.

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