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Água em sachê e logística cronometrada; saiba curiosidades do Desafio da Ponte

BRCOM by BRCOM
julho 28, 2025
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Desafio da Ponte: corrida volta ao calendário após 12 anos — Foto: Divulgação/Desafio da Ponte

O Desafio da Ponte, prova de 21km que será realizada no domingo, a partir das 6h30, na ponte Rio-Niterói, será um desafio singular para os organizadores, a Spiridon e a Dream Factory.

Segundo Pedro Pereira, gerente de produto do evento, a operação para montagem e desmontagem nos 13,9 quilômetros da ponte serão cronometradas.

Isso porque o evento na maior ponte do Hemisfério Sul precisa ser organizado em tempo recorde para minimizar o impacto no trânsito deste que é o principal acesso a Niterói. O tempo limite de prova é de 3 horas. A ponte deverá voltar às atividades normais às 12 horas do domingo.

A largada do Desafio da Ponte será em Niterói, no Caminho Niemeyer, e a chegada, no Rio, na Praça Mauá, em frente ao Museu do Amanhã, onde terá um palco para shows, local para ativações (como gravação do tempo na medalha), área recovery e loja com produtos da marca Desafio da Ponte. Este espaço será de 6 mil metros quadrados.

A largada começará às 6h30 e será em ondas. A última acontecerá às 7h10. A ponte não será totalmente fechada para a realização deste evento.

A corrida acontecerá na pista sentido Rio, ocupando três faixas: duas para a corrida e uma como via de serviço. A quarta faixa seguirá em funcionamento para carros no sentido Rio. Já a pista sentido Niterói funcionará para a circulação dos carros em suas quatro faixas.

A prova será para cerca de 5 mil corredores que comprovaram ter concluído uma meia maratona em até 2h30, entre 2024 e 2025. A expectativa da organização era de 8 mil, mesmo número da última edição em 2013.

Desafio da Ponte: corrida volta ao calendário após 12 anos — Foto: Divulgação/Desafio da Ponte

Cerca de 400 pessoas trabalharão em cima ponte durante o evento. E todas elas fizeram um treinamento de segurança e não podem ser substituídas de última hora. Incluindo fotógrafos da Fotop, parceiros oficiais, que registrarão os corredores e venderão pacotes posteriores.

Segundo Pedro, a montagem das pistas começará na véspera, no sábado, às 22 horas. Nesta fase, apenas duas pistas sentido Rio serão bloqueadas (duas pistas no sentido Niterói também, mas apenas na área próxima à Praça do Pedágio).

Às 5 horas do domingo, dia da prova, uma nova faixa será fechada. E será preciso realizar a montagem final de forma simultânea. Quatorze equipes, uma em cada quilômetro da ponte, concluirão o processo. Serão 20 caminhões com material dando suporte.

A desmontagem seguirá o mesmo raciocínio, contra o relógio. Assim que o último pelotão largar, às 7h10, a organização seguirá atrás para o início da limpeza. Conforme a prova for passando, a limpeza vai avançando. A organização calcula que os últimos corredores passarão por toda a ponte até 8h30.

— O cuidado maior é com a limpeza da via. Para liberá-la, não pode ter nada no asfalto. Não pode ficar nem um plastiquinho grudado, nada. E até esta vistoria leva tempo. A ponte tem de estar totalmente limpa porque depois de aberta, não é possível interromper o trânsito para limpeza — afirma Pedro, ao explicar que resíduos na pista podem diminuir a velocidade do trânsito ou mesmo causar acidentes. — Por isso a exigência de índice dos corredores para ter certeza que são experientes e conseguirão completar a prova dentro do horário estabelecido.

Desafio da Ponte em 2012: prova na maior ponte do Hemisfério Sul — Foto: Marcelo Piu
Desafio da Ponte em 2012: prova na maior ponte do Hemisfério Sul — Foto: Marcelo Piu

Pensando nessa limpeza e na conservação do meio ambiente, ações de sustentabilidade foram priorizadas.

A começar pela questão dos resíduos gerados pela hidratação dos atletas. Em todos os pontos de hidratação ao longo do percurso na Ponte Rio-Niterói, os copos plásticos serão substituídos por sachês de água, reduzindo significativamente o volume de resíduos — enquanto um copo contém cerca de 7g de plástico e alumínio, cada sachê utiliza apenas 2g de plástico.

Sustentabilidade no Desafio da Ponte: sachês no lugar dos copos de plástico — Foto: Divulgação
Sustentabilidade no Desafio da Ponte: sachês no lugar dos copos de plástico — Foto: Divulgação

Além disso, essa mudança diminui a necessidade de sacos de gelo, já que a água esfria mais rapidamente nos sachês do que nos copos.

Como forma de incentivar o descarte consciente, a Arena de Chegada contará com um ponto de troca: atletas que devolverem pelo menos três sachês usados receberão um chaveiro-medalha exclusivo (uma versão mini da medalha oficial do evento).

— Isso é muito comum em provas de trilha, na floresta. O corredor não vai deixar seu saquinho de gel nem resíduo. Ele já tem essa cultura. E o saquinho é facilmente colocado no bolso, preso à roupa. Não vai atrapalhar a performance — lembra Pedro, que explica que haverá área de descarte também. — Caso o corredor prefira jogar o saquinho fora, terá área de descarte sinalizada e com telas de contenção para evitar que os saquinhos caiam na Baía de Guanabara.

Além disso, segundo os organizadores, três barcos estarão na água para coletar o lixo que eventualmente caia na baía. Haverá ainda a implementação de um sistema de coleta seletiva abrangente nas áreas de largada e chegada.

Ainda dentro desta iniciativa, a organização incentiva o uso do transporte coletivo e das barcas, com rotas otimizadas para reduzir GEE (gases de efeito estufa) e evitar congestionamentos.

No kit, que pode ser retirado a partir de quinta-feira, o atleta receberá pulseiras coloridas que darão direito ao uso das barcas de forma gratuita. Tanto para quem sai do Rio para a largada em Niterói, quanto para quem mora em Niterói e fará o caminho de volta para casa após a corrida. Cada cor da pulseira, segundo o pace informado pelos atletas, tem o seu horário de barca.

— Queremos mostrar que grandes eventos podem e devem ser planejados com responsabilidade ambiental. Cada passo dado na prova representa um compromisso coletivo com uma sociedade mais consciente e sustentável — disse Hélio Muniz, Diretor de Comunicação da Enel no Brasil, patrocinadora do Desafio da Ponte.

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