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outubro 24, 2026
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Alexander Skarsgard fala sobre sua transformação em 'Wicker': 'Pânico e claustrofobia'

Por · outubro 24, 2026
Alexander Skarsgard fala sobre sua transformação em 'Wicker': 'Pânico e claustrofobia'


O ator sueco Alexander Skarsgard mal podia esperar para se transformar no marido de vime de “Wicker”, que causa alvoroço em uma aldeia — e nas redes sociais.
Mas, quando chegou a hora, a primeira sensação foi de “pânico e claustrofobia”, contou Skarsgard, que estrela, ao lado de Olivia Colman, a comédia dramática que chega aos cinemas neste fim de semana.
— A roupa era pesada, quente e ficava colada ao meu rosto. Eu não podia tirá-la durante todo o dia, nem para almoçar ou respirar um pouco — disse o ator, em entrevista à AFP.
Inspirado no conto “The Wicker Husband”, de Ursula Wills-Jones, “Wicker” se passa na Idade Média, em uma aldeia patriarcal onde todos os habitantes são identificados por suas profissões.
Para a pescadora (Colman), o lugar é hostil e a pune por ser independente, não ter um homem ao seu lado e cheirar a peixe.
Desafiadora, ela pede ao cesteiro (Peter Dinklage) que lhe faça um marido de vime. Um mês depois, como uma aparição que range a cada movimento, surge o noivo alto, corpulento e meticulosamente trançado.
Seu desempenho dentro de casa — e na cama — vira assunto em toda a aldeia: os maridos se ressentem do exemplo que não conseguem seguir, enquanto as esposas invejam aquilo que lhes falta.
— É divertido ver o marido de vime, a pescadora e essa aldeia maluca — disse Eleanor Wilson, que dirigiu o filme ao lado de Alex Huston Fischer, seu parceiro também na vida pessoal.
— Mas, por baixo disso, acontecem muitas coisas com as quais nos identificamos. (…) Se você fizesse a mesma coisa nos dias de hoje, pareceria muito didático.
A fábula, acrescentou Huston Fischer, era o veículo ideal para contar a história, porque “é fácil colocar uma lupa sobre algo quando isso está disfarçado de determinada maneira”.
— Com um formato desse tipo, (…) você consegue enxergar as coisas com mais clareza.
Olivia Colman e Alexander Skarsgard
Kevin Winter / AFP
‘Divertido’
Wilson contou que os dois se “apaixonaram” pela história assim que a leram.
— Ela explora como a inveja pode corromper o amor e como todos nós, de alguma maneira, nos enxergamos em relação aos outros — disse.
O desafio cinematográfico também os motivou a desenvolver “uma espécie de banquete visual”, inteiramente produzido de forma artesanal, acrescentou Huston Fischer.
— Queríamos ver como o marido de vime poderia ser!
A tarefa ficou a cargo do estúdio neozelandês Weta Workshop, conhecido por trabalhos em “O Senhor dos Anéis” e “Avatar”.
Os trançados minuciosos do rosto se articulam com os traços de Skarsgard, que enfrentou o desafio de transmitir as emoções de seu personagem por trás daquela espécie de pele.
— Eu precisava exagerar minhas expressões. (…) A máscara ficava colada ao meu rosto, o que significava que qualquer sutileza se perderia — disse ele mais cedo, durante uma coletiva de imprensa.
Os ensaios o fizeram se sentir “um palhaço”, mas Colman elogiou o resultado.
— Ele é incrivelmente humilde — comentou a atriz. — Porque conseguir transmitir amor, nuances e humor por meio de uma cesta (…) é simplesmente incrível.
Colman e Skarsgard explicaram que as filmagens começaram pelas cenas de paixão que deixam a aldeia em polvorosa. As sequências viralizaram na internet a ponto de levar a Ikea a promover seus produtos de rattan com o slogan: “Feitos com material de marido”.
— Há paixão e intensidade, mas também muito humor, calor humano e diversão nessas cenas — disse Skarsgard.

Alexander Skarsgard fala sobre sua transformação em 'Wicker': 'Pânico e claustrofobia'