O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já aparece oficialmente na lista do governo americano de alvos da chamada Lei Magnitsky. O ato formaliza a ofensiva do governo de Donald Trump contra o Judiciário do Brasil e foi costurado por apoiadores de Jair Bolsonaro junto à administração trumpista em Washington D.C em retaliação às investigações da trama golpista que podem levar o ex-presidente à cadeia. A expectativa é a de que o caso seja julgado pelo STF em setembro.
A Magnitsky Global, criada no governo Barack Obama (2009-2017) para punir autoridades estrangeiras violadoras de direitos humanos, prevê restrições comparadas nos bastidores dos EUA a uma “pena de morte financeira”.
Entre as restrições está a proibição de que empresas americanas realizem qualquer transação ou negociação com os sancionados – o que deverá prejudicar o acesso do ministro a cartões de crédito, bancos e até mesmo companhias aéreas.
A escalada no cabo de guerra entre os EUA e o Supremo, que deve acentuar as tensões entre Washington e Brasília, se consolida após uma articulação liderada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por reuniões com representantes da administração Trump e congressistas do Partido Republicano.
“Minha solidariedade pessoal ao ministro Alexandre de Moraes. Ele está apenas fazendo o seu trabalho, de modo honesto e dedicado, conforme a Constituição do Brasil”, escreveu o ministro Flávio Dino em suas redes sociais.