Pular para o conteúdo
setembro 26, 2026
BRcom
Dólar PTAXR$ 5,1985
News

Ana Castela e Virginia Fonseca colocam piercing no umbigo: o que muda nos treinos?

Por · setembro 26, 2026
Ana Castela e Virginia Fonseca colocam piercing no umbigo: o que muda nos treinos?


Ana Castela chamou atenção dos seguidores nesta semana ao mostrar uma novidade no visual: a cantora colocou um piercing no umbigo. Além da joia, o abdômen definido da artista também ganhou destaque nas redes sociais.
Virginia Fonseca: é possível conquistar um abdômen definido só com treino e alimentação?
Percentual de gordura: por que esse número virou referência de beleza
“Adivinha quem botou um piercing no umbigo? Agora vai ficar show de bola eu mostrando minha barriga”, brincou a boiadeira.
Ana Castela
Reprodução Instagram
A mudança de Ana acontece pouco depois de Virginia Fonseca também aderir ao acessório. As duas ainda têm outro ponto em comum: costumam compartilhar registros da rotina de exercícios.
Virginia Fonseca
Reprodução Instagram
Mas quem coloca um piercing no umbigo precisa mudar a forma de treinar? É necessário evitar determinados movimentos? E a alimentação pode interferir na cicatrização?
Para esclarecer essas dúvidas, a ELA ouviu especialistas sobre os cuidados durante o período de recuperação. Segundo Luiz Fernando Lukas, profissional de Educação Física e personal trainer, a presença da joia pode exigir adaptações temporárias, especialmente nas primeiras semanas. Isso não significa, porém, que seja necessário abandonar a academia.
“O piercing no umbigo pode atrapalhar temporariamente o treino na academia, principalmente nas primeiras semanas após o furo, mas não significa que a pessoa precise parar de treinar. Com cuidados, o treino pode seguir normalmente”, explica.
O principal cuidado é evitar atrito, pressão ou puxões na região. Roupas apertadas, aparelhos que encostem no abdômen e exercícios nos quais a joia possa ficar presa ou sofrer contato devem ser deixados de lado nesse período.
“É preciso evitar atrito e pressão no local, roupas apertadas, aparelhos que pressionem o abdômen e exercícios em que a joia fique encostada ou sendo puxada, porque isso pode irritar a região”, orienta.
O suor também pede atenção, embora não seja, por si só, motivo para interromper a atividade física. Como o local ainda está em processo de cicatrização, a higiene adequada ajuda a manter a região limpa e seca.
“Cuidados com o suor também são necessários, mas não porque ele necessariamente cause um problema, e sim porque a região precisa ficar limpa e seca para reduzir o risco de infecção e irritação”, afirma Luiz Fernando.
Outro hábito que deve ser evitado é mexer na joia durante o exercício. Mesmo para verificar se está tudo bem, o contato das mãos com a área pode levar bactérias para o local.
“Não é bom mexer no piercing durante o treino porque a mão pode levar bactérias para uma região em cicatrização”, alerta.
E os exercícios para o abdômen?
Os movimentos que envolvem a musculatura abdominal exigem atenção especial porque podem gerar tração ou contato direto com a joia. Caso apareçam dor, vermelhidão ou incômodo, a recomendação é adaptar a atividade ou interrompê-la temporariamente.
“Exercícios abdominais podem provocar tração ou contato direto com a joia. Por isso, se houver dor, vermelhidão ou incômodo, é melhor modificar o exercício, como, por exemplo, optar pela prancha isométrica, sem movimento, ou até suspender os abdominais até a cicatrização total da região”, recomenda.
De acordo com o profissional, não é preciso ficar longe da academia durante todo o processo. A orientação é ajustar os movimentos de acordo com a região e evitar qualquer situação que possa comprometer a cicatrização.
“Dá para continuar frequentando a academia, mas é necessário adaptar os exercícios e evitar qualquer situação que cause atrito, pressão ou puxões no piercing durante a cicatrização”, ressalta.
Ana Castela
Reprodução Instagram
A avaliação individual também pode ajudar nesse período: “Nesse período, é aconselhável procurar o profissional de Educação Física que te acompanha para que ele possa avaliar os riscos e faça as modificações quando necessárias.”
Depois que o local estiver completamente cicatrizado, as restrições tendem a diminuir. Ainda assim, o cuidado com impactos e atritos permanece, principalmente em exercícios nos quais a joia possa entrar em contato com equipamentos ou o chão.
“Depois da cicatrização, o único cuidado deve ser para que a joia não fique em atrito com o chão ou com aparelho para não machucar”, alerta Luiz Fernando.
A recomendação também pode ser aplicada a outros piercings: “Isso vale para piercing no umbigo, como o da Ana Castela, como também nos mamilos. Piercing na orelha, nariz e outras partes não costumam atrapalhar o treino.”
Virginia Fonseca
Reprodução Instagram
É preciso mudar a alimentação?
A rotina alimentar também pode contribuir para o processo de recuperação. Segundo o nutricionista Lucas Moraro, a colocação de um piercing provoca uma lesão no tecido, que passa por um processo natural de reparação.
“Quando colocamos um piercing, o organismo passa por um processo de reparação e cicatrização do tecido. E, nesse período, a alimentação pode ter um papel importante”, detalha.
Isso não significa, no entanto, que seja necessário cortar determinados alimentos ou seguir uma dieta restritiva. O foco deve estar em refeições variadas e suficientes para fornecer os nutrientes usados pelo organismo durante a recuperação.
“Não existe necessidade de fazer uma dieta restritiva ou cortar alimentos específicos simplesmente porque você colocou um piercing. O mais importante é garantir uma alimentação equilibrada e suficiente para oferecer ao organismo os nutrientes necessários para esse processo”, esclarece Lucas.
A proteína merece atenção porque fornece aminoácidos envolvidos na formação e na reparação dos tecidos. Carnes, peixes, ovos, leite e derivados e leguminosas estão entre as fontes citadas pelo nutricionista.
“Além disso, frutas, verduras e legumes fornecem vitaminas, minerais e compostos bioativos que participam de diferentes etapas da resposta imunológica e da cicatrização”, acrescenta.
Manter uma boa hidratação também faz parte dos cuidados gerais. “A hidratação também é importante para o funcionamento adequado do organismo”, frisa.
Já em relação aos excessos, Lucas chama atenção principalmente para o consumo de álcool e de alimentos ultraprocessados.
“Durante esse período, vale evitar excessos, principalmente de álcool e alimentos ultraprocessados, que podem prejudicar a qualidade geral da alimentação e não oferecem os nutrientes que o organismo precisa para uma boa recuperação”, pontua.
A alimentação, porém, não substitui os cuidados diretamente relacionados ao piercing. “Mas existe uma coisa que alimentação nenhuma substitui: os cuidados locais com o piercing. Higiene adequada, seguir as orientações do profissional responsável e observar sinais de complicação são fundamentais”, enfatiza.
Assim, colocar um piercing no umbigo não significa necessariamente interromper os treinos ou eliminar alimentos da rotina. A principal mudança está em respeitar o processo de cicatrização, reduzindo situações que provoquem atrito ou pressão e mantendo uma alimentação equilibrada.
“Então, não é sobre criar uma lista de alimentos ‘proibidos’ depois de colocar um piercing. É sobre dar ao organismo matéria-prima para fazer o trabalho dele: reparar e cicatrizar o tecido”, conclui Lucas.

Ana Castela e Virginia Fonseca colocam piercing no umbigo: o que muda nos treinos?