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setembro 26, 2026
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Bets, Desenrola e Bolsa Família: com medidas às vésperas das eleições, Orçamento de 2027 precisará de reajuste de até R$ 42,3 bi

Por · setembro 26, 2026
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As medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da eleição somam um impacto potencial de até R$ 42,3 bilhões nas contas públicas do próximo mandato, entre aumento de despesas e perda de arrecadação. Os valores ainda não estão previstos no Orçamento de 2027, que precisará passar por mudanças para comportar as ações.
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O reajuste do Bolsa Família, a proibição das bets e a nova etapa do Desenrola pressionam a proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional no dia 31 de agosto e exigirão compensações que vão influenciar a margem de atuação de quem vencer a disputa eleitoral.
A conta reúne valores com prazos diferentes. São R$ 22 bilhões de custo adicional com o Bolsa Família ano que vem. Haverá ainda R$ 5,3 bilhão de perda de receitas com as bets. Os outros R$ 15 bilhões correspondem ao teto de gastos do Desenrola 3.0 — que pode se estender para 2028.
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O efeito final sobre as contas dependerá dos desembolsos efetivos e das compensações adotadas. O governo afirma que acomodará as despesas dentro das regras fiscais, por meio de remanejamento e revisão de gastos. Isso, porém, exigirá definir quais áreas perderão recursos ou produzirão economias para abrir espaço aos programas.
O desafio tem duas frentes. De um lado, Bolsa Família e Desenrola demandam dinheiro para despesas. De outro, a proibição das apostas on-line reduz uma fonte de arrecadação. Mesmo que os novos gastos caibam no limite previsto pelas regras fiscais, será necessário lidar com a receita menor para preservar o resultado das contas públicas.
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No Bolsa Família, a pressão se estende para além do ano eleitoral. O reajuste de 15,04% elevou o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691, com pagamentos nos novos valores a partir de outubro. Enquanto o custo adicional estimado para 2026 é de R$ 5,8 bilhões, o impacto em 2027 chega a R$ 22 bilhões, quando o aumento valerá pelos 12 meses.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o reajuste como uma recomposição das perdas inflacionárias e afirmou que o governo começou a revisar gastos para acomodar a despesa do próximo ano.
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No Desenrola 3.0, a União poderá comprar carteiras de dívidas de pessoas físicas e repassar aos devedores o desconto obtido nas operações. O programa prevê até R$ 15 bilhões para essas aquisições. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, os desembolsos começarão em 2027, e o valor reservado dependerá do volume das operações e dos descontos oferecidos pelos credores.
Moretti afirmou que o custo do programa entrará na conta das despesas do governo e terá de respeitar as regras que limitam os gastos públicos. Para abrir espaço no Orçamento, a estratégia anunciada é cortar despesas em outras áreas, sem aumentar o gasto total.
Já a proibição das bets deve retirar R$ 5,3 bilhões de receitas em 2027, segundo estimativa divulgada pelo ministro. Essa parcela da conta corresponde a dinheiro que deixará de entrar nos cofres públicos, e não a um novo pagamento do governo. Sua compensação poderá exigir receitas de outras fontes ou redução de despesas para manter o resultado fiscal previsto.

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