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outubro 7, 2026
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Brasília pode mudar, juros de 14% persistem e otimizar TI virou decisão racional

Por · outubro 7, 2026
Brasília pode mudar, juros de 14% persistem e otimizar TI virou decisão racional


Quem vence assume em janeiro, monta sua equipe, negocia com o Congresso e recebe um orçamento elaborado pelo governo anterior. Entre as promessas de campanha e as medidas que realmente afetam as empresas, normalmente passam-se meses, nesse intervalo, a cautela continua.
Nesse período, ninguém sabe ao certo qual será o rumo do país. Por isso, todo diretor financeiro sabe que não é hora de investir em um servidor novo se o antigo, bem cuidado, ainda pode dar conta do recado.
No Brasil, onde quase nada é previsível, uma coisa nunca muda nas reuniões de diretoria: é preciso fazer mais com menos. Em 2026, a tese é clara: o TI deixou de ser compra e descarte e passou a ser gestão de ativos para segurar caixa e evitar desperdício.
O primeiro dado importante é o dinheiro. Em 2026, tivemos três cortes de 0,25 ponto percentual, e a Selic chegou a 14,25% ao ano, o Boletim Focus prevê 14% no fim do ano e apenas 12% em 2027. Com esse cenário, investir em itens e equipamentos novos para data center, com esse custo de oportunidade, sai caro.
O segundo ponto é o hardware. A TrendForce estima que o preço da memória RAM para servidores subirá entre 13% e 18% apenas no terceiro trimestre, com pressão até o segundo semestre de 2027. Além disso, os fabricantes aumentam os preços principalmente para quem não tem contrato de longo prazo, que é o caso da maioria das médias empresas brasileiras. Somando isso, o Gartner prevê um aumento de 55,8% nos gastos globais com sistemas de data center, impulsionado pela corrida à inteligência artificial dos hyperscalers e reconhece que o custo da memória já está “restringindo os ciclos de substituição”.
O terceiro ponto é o mercado local. Segundo um estudo da ABES com a IDC, o setor de TI no Brasil cresceu 18,5% em 2025, atingindo US$ 67,8 bilhões, mas deve crescer apenas 5,3% até o final de 2026, abaixo da média global de 9,7%. O mesmo estudo mostra que a adoção de outsourcing, de serviços gerenciados e de ambientes híbridos vem aumentando. Nesse contexto, em vez de trocar todo o parque, as empresas estão aproveitando melhor o que já têm.
Aproveitar melhor o parque começa por evitar que ele pare. No relatório anual de quedas do Uptime Institute, publicado em maio, mostra que 57% das organizações tiveram prejuízo acima de US$ 100 mil em interrupções e uma em cada cinco perdeu mais de US$ 1 milhão pelo segundo ano consecutivo. Nesse contexto, as principais causas continuam as mesmas: falhas em nobreaks, chaves de transferência e geradores, além de erros humanos decorrentes de procedimentos não seguidos.
É aí que entra a manutenção preventiva: o custo não está só na manutenção, mas principalmente no que ela evita. Quando uma única parada pode custar centenas de milhares ou até milhões de dólares, a tese fica clara: economizar um pouco no custo direto é o menor dos benefícios.
A melhor prova de que um equipamento bem cuidado dura mais vem justamente de quem menos precisa economizar. A Alphabet passou a depreciar seus servidores em seis anos, reduziu a depreciação em US$ 3,9 bilhões e aumentou o lucro líquido em US$ 3 bilhões. A Amazon fez o mesmo, passando de cinco para seis anos, com impacto de US$ 900 milhões em um único trimestre. A Cloudflare também adotou essa estratégia, estendendo a vida útil de quatro para cinco anos. Com isso, se as maiores operadoras de data center do mundo decidirem que o servidor pode durar mais, a empresa brasileira que troca máquinas funcionais a cada três anos precisa repensar essa conta.
Existe um limite, e ele serve de lição. A própria Amazon reduziu novamente o prazo de parte de seus servidores devido ao avanço da inteligência artificial. Portanto, estender a vida útil faz sentido para a infraestrutura tradicional, que ainda é a maior parte dos parques corporativos, mas não para as GPUs mais modernas.
É nesse cenário que entra a manutenção independente do fabricante, chamada de TPM no setor. Analistas do Gartner, citados pela Data Center Knowledge, estimam que esses contratos podem custar entre 50% e 70% menos do que o suporte oficial. Além disso, manter o parque em funcionamento exige profissionais, e esse é o recurso mais escasso do setor. Nesse ponto, segundo a Brasscom, o Brasil forma 53 mil profissionais de TI por ano, mas a demanda é de 159 mil, o que resulta em um déficit acumulado de 532 mil vagas entre 2021 e 2025. Para uma empresa que precisa de um especialista em infraestrutura de data center, isso significa meses de recrutamento, salários elevados e o risco constante de perder o profissional à concorrência. Ao contratar técnicos de um parceiro especializado, a empresa transfere esse risco, além do custo de treinamento e da rotatividade, para quem tem escala para lidar com isso.
A mesma lógica agora também vale para os equipamentos. Segundo reportagem da Forbes Brasil, juros altos e componentes mais caros estão levando empresas a optar por contratos de hardware por assinatura, geralmente de 36 a 60 meses. Esse mercado, segundo a IDC, cresce mais rápido do que o de computadores. Como diz Paulo Alouche, vice-presidente da Simpress, “uma empresa que compra um equipamento hoje sofre um impacto de 100%”. Dessa forma, alugar não é sempre mais barato no custo total ao longo de cinco anos, mas a vantagem está em preservar o caixa quando o dinheiro parado custa 14% ao ano e em transformar um investimento incerto em uma despesa previsível.
Manutenção preventiva, contratação de profissionais e aluguel de equipamentos, juntos, formam a resposta mais adequada ao cenário atual. A tese, porém, é mais precisa, poucas empresas conseguem oferecer as três soluções simultaneamente. É aí que surge uma oportunidade para quem está do outro lado do balcão.
Revendas, integradores e consultorias que atendem clientes de infraestrutura estão vendo a demanda crescer, mas enfrentam a mesma falta de técnicos, de estoque e de capital que afeta seus próprios clientes. Por isso, precisam buscar alternativas para atender melhor esse mercado.
A OTG Supporting IT, empresa de Sorocaba com mais de vinte anos de experiência, é pioneira em suporte e manutenção de ambientes críticos e criou uma ponte com um programa de canais. Assim, empresas que não oferecem esses serviços podem disponibilizá-los aos seus clientes com a sua própria marca, no modelo white label, enquanto a OTG cuida da operação. Para o cliente final, o atendimento continua com o parceiro de confiança. Para o canal, otimizar o parque deixa de ser uma conversa difícil e vira uma receita recorrente, sem precisar contratar equipe ou investir em equipamentos.
Nenhuma dessas alternativas faz milagres e quem promete isso geralmente perde o cliente na renovação. A direção é cuidar melhor do que já existe antes de comprar o que ainda vai custar caro.
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Monitoramento e SustentaçãoPor: Anne Rocha – Marketing assessoria de imprensa OTG

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