O 6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão, realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nesta quarta-feira, gerou um bônus total de R$ 3,005 bilhões. A Petrobras foi a protagonista do certame, responsável por quase a totalidade da arrecadação. Foi da estatal também o maior ágio da rodada, de 3.523%.
A estratégia da companhia foi concentrada na Bacia de Campos, onde levou sozinha 12 blocos. Além disso, em parceria com a QatarEnergy, arrematou outras sete áreas em águas ultraprofundas na Bacia do Ceará, ainda pouco conhecida e que faz parte da Margem Equatorial.
Ao todo, foram arrematados 49 blocos no certame, com disputa pontual e concentrada em áreas da Bacia de Campos. A ANP ofertou 308 blocos exploratórios e cinco áreas de acumulação marginal, distribuídos em 22 setores e nove bacias sedimentares.
Segundo dados da ANP, o leilão vai gerar um investimento mínimo de R$ 1,582 bilhão nos próximos sete anos, durante a fase de exploração.
Entre as empresas de menor porte, o destaque da rodada ficou com a petroleira independente Aguila, que levou diversas áreas entre blocos exploratórios e de acumulação marginal. A companhia comprou, no ano passado, da Brasil Refino quatro campos terrestres de petróleo na Bahia.
A empresa também atua em Sergipe e no Rio Grande do Norte. A Eneva conquistou seis blocos, seguida por Origem, com quatro, e Alvopetro, com três.
Veja o resultado
Blocos exploratórios:
Campos
A Petrobras arrematou três blocos — CM-111, CM-159 e CM-214 — no setor SC-AP1. No setor SC-AUP2, a estatal levou uma área, a CM-352.
Dos oito blocos ofertados no setor SC-AUP1, cinco tiveram concorrência entre a Petrobras e o consórcio formado por Total e QatarEnergy. A Petrobras acabou levando os oito blocos do setor.
A estatal também registrou o maior ágio do leilão em um dos blocos, de 3.523%. Ao todo, pagou R$ 2,943 bilhões em bônus pela participação nas áreas.
O setor SC-AP3 não recebeu ofertas.
Ceará
O consórcio formado por Petrobras (70%) e QatarEnergy (30%) levou o bloco CEM-665, no setor SCE-AP3. Já no setor SCE-AP2, o mesmo consórcio entre a estatal e a companhia do Qatar arrematou outros seis blocos.
Os setores das Bacias do Espírito Santo, com blocos em águas profundas, e de Santos, com áreas em águas rasas, não receberam ofertas.
Potiguar
Foram arrematadas sete áreas no setor SPOT-T4. Dessas, três tiveram disputa. A Aguila levou seis áreas, enquanto a PetroReconcavo conquistou um bloco.
Os setores SPOT-T1B, SPOT-T2, SPOT-T5 e SPOT-T3 não receberam ofertas.
Tacutu
A Aguila levou os dois blocos do setor STCT, sem concorrência.
Recôncavo
No setor SREC-T2, a Aguila levou um bloco, sem concorrência.
No setor SREC-T3, a PetroReconcavo arrematou uma área, também sem concorrência.
Já no setor SREC-T1, a Aguila arrematou três áreas com lances únicos.
Parnaíba
No setor SPN-N, a Eneva levou seis blocos, sem concorrência.
No setor SPN-SE, a Petrom conquistou uma área.
Tucano Sul
A Origem levou quatro blocos, seguida pela Alvopetro, com três, e pela Tucano Serviços, com um bloco. Apenas duas das oito áreas do setor STUC-S tiveram concorrência.
Acumulações marginais:
Potiguar
A Aguila, que atua na Bahia, no Rio Grande do Norte e em Sergipe, levou a área de Graúna, com um lance único.
Tucano Sul
A Alvopetro, que atua na Bahia, levou a área de Sabaúma Mirim. Já a Aguila arrematou o bloco Lagoa Branca. Foram as duas únicas propostas. No total, as áreas de acumulação marginal geraram bônus de R$ 1,594 milhão e investimentos previstos de R$ 4,5 milhões.
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