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outubro 7, 2026
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Discussão no trânsito, atropelamento, omissão de socorro: veja tudo o que se sabe sobre a morte do tio de Boulos

Por · outubro 7, 2026
Tio de Guilherme Boulos morre após ser atropelado em discussão de trânsito em SP


Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula, foi atropelado e morreu na madrugada desta terça-feira após uma discussão de trânsito em São Paulo. O homem que causou o acidente foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
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Carlos desembarcou de sua caminhonete durante uma discussão com um motorista que estava logo atrás. O outro condutor avançou contra o dentista, que caiu e bateu a cabeça, causando ferimentos graves. Guilherme Boulos (PSOL) publicou uma mensagem nesta quarta-feira lamentando a morte do tio:
— Meu tio Carlos era uma das pessoas mais generosas com quem convivi. Uma alma única. É desolador o que ocorreu. Partiu vítima de uma violência humanamente inexplicável. Vá em paz, meu velho! Te amamos muito! — disse o ministro nas redes.
Detalhes do caso
O autor do atropelamento é o técnico em eletrônica Amilton Jusselino Rodrigues, de 61 anos. Ele foi indiciado por homicídio doloso qualificado por motivo fútil após ser ouvido pela Polícia Civil de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, Carlos Boulos estava dirigindo uma caminhonete Hyundai Hilux preta quando parou na vua na noite de sábado para discutir com o motorista de um veículo que teria colidido com a traseira de seu carro. Após Carlos deixar o automóvel, Amilton Rodrigues avançou com o carro contra o dentista e fugiu sem prestar socorro.
Carlos Boulos foi socorrido por uma ambulância que passava pelo local logo depois do atropelamento e levado ao Hospital das Clínicas.
O atropelamento foi registrado em vídeo por uma pessoa que estava logo atrás dos veículos e presenciou a discussão. Duas testemunhas também foram ouvidas sobre o caso. As imagens permitiram a identificação da placa do veículo.
Suposto autor do crime foi liberado
Amilton prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado após apresentar sua versão sobre o caso. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele não foi preso porque se apresentou espontaneamente e não havia mais flagrante.
A defesa, representada pelo advogado Natan Tolintino, afirmou que o homem tentou deixar o local por se sentir ameaçado e para proteger a esposa, o filho e a si próprio. Segundo a defesa, ele não teve a intenção de atingir Carlos, e essa versão seria corroborada pelos depoimentos de seus familiares.
A defesa diz ainda que a dinâmica do caso deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos reunidos durante a investigação.
(Com g1)

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