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Campanha dos clubes portugueses no Mundial expõe liga local ‘no teto’ e ultrapassagem brasileira

BRCOM by BRCOM
junho 30, 2025
in News
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Números do mercado do futebol português e do brasileiro — Foto: Editoria de arte/O GLOBO

A Copa de Clubes tem oferecido ao torcedor a oportunidade de entender melhor a dinâmica de forças pelo mundo. Uma das conclusões que ela permite tirar é a de que há mais de uma Europa — e que o futebol português não está na primeira prateleira (talvez nem na segunda). A campanha dos times mostrou que, apesar da seleção contar com uma das melhores gerações de sua história e do sucesso do país na formação de treinadores, o momento do futebol local é muito diferente disso.

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O Porto foi eliminado ainda na fase de grupos sem uma vitória sequer. Já o Benfica se despediu nas oitavas, goleado pelo Chelsea. Nos cinco confrontos contra não-europeus, só um triunfo: a goleada dos benfiquistas sobre o semiamador Auckland City, da Nova Zelândia.

Importante registrar que o atual bicampeão nacional, o Sporting, ficou fora do Mundial pelos critérios de classificação. A Fifa considerou a performance em torneios continentais nas quatro temporadas anteriores a atual. Ainda assim, o teto baixo do futebol português fica evidente nas competições da Uefa.

Na Champions League, desde o título do Porto, em 2004, nenhum lusitano foi além das quartas de final. Na Liga Europa, a segunda divisão continental, este também tem sido o teto desde o duplo vice-campeonato do Benfica em 2013 e 2014. Já nas quatro edições da recente Liga Conferência eles ainda não conseguiram chegar nas fases decisivas.

Números do mercado do futebol português e do brasileiro — Foto: Editoria de arte/O GLOBO

Este posto coadjuvante na Europa é reflexo das limitações do cenário nacional. Com o grosso da torcida concentrado em Benfica, Sporting e Porto, a distribuição do dinheiro também é desigual. Quase três quartos das receitas do futebol português ficam com o trio.

Esta disparidade impacta na capacidade de montar elencos e se reflete no nível de competitividade. Desde o título do Boavista, em 2001, nenhuma equipe fora do trio venceu a liga nacional. Neste mesmo recorte, só uma vez um time fora deste grupo terminou em segundo (o Braga, em 2010).

Para atenuar o problema, uma lei nacional determina que, a partir de 2028, os direitos de TV sejam centralizados. Isso porque, até hoje, as negociações são por clube.

Mesmo assim, não há perspectiva de crescimento dos valores. Tanto que, hoje, a maior fatia das receitas totais corresponde às premiações pagas pela Uefa. Um problema de um mercado que, devido às dimensões reduzidas e à população pequena, parece não ter para onde crescer.

— Portugal está no que você pode chamar de teto. O mercado é limitado, não tem para onde se expandir. Receita de TV não cresce muito, a comercial também. Bilheteria é pouquíssima. Os estádios só enchem quando joga um dos três maiores. Então o que sobra é vender jogador — analisa o economista Cesar Grafietti, da consultoria Convocados.

A radiografia de Portugal mostra um cenário oposto ao do Brasil. Do outro lado do Atlântico uma expansão está em curso.

A performance mais competitiva dos brasileiros no Mundial é reflexo do fortalecimento do mercado. As receitas já ultrapassaram a dos portugueses. Um dinheiro que, ironicamente, atrai os treinadores lusitanos. Hoje, são três na Série A.

— O futebol brasileiro tem mais times com potencial de receita e uma concentração de renda menor. Vemos um aumento das receitas de TV e das comerciais. A de match day também vem subindo. E vende-se muitos jogadores. Dá para imaginar que ainda vai ter um crescimento de receitas que, pode não ser estratosférico, mas será de 5% a 6% ao ano — conclui Grafietti.

Portugal segue sendo o principal destino dos atletas brasileiros: são 223 nas três divisões. A língua, a proximidade cultural, a qualidade de vida e o fato de estar na Europa seguem sendo atrativos. Mas eles reconhecem que, tecnicamente, não há mais um abismo entre os clubes dos dois países.

— O futebol brasileiro sempre esteve no topo. Temos jogadores de alto nível. A diferença talvez seja o calendário em Portugal, que é mais justo com o atleta. Com tantos jogos, às vezes as coisas seguem no automático, e isso prejudica o futebol brasileiro. Mas o nível do Brasil sempre foi muito perto do da Europa. Esse Mundial está provando isso — opina o zagueiro Rodrigão, hoje no Zenit-RUS e que passou duas temporadas no Gil Vicente.

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