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outubro 17, 2026
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Cérebro da criança que ingere cafeína (incluindo a do refrigerante e do mate) se desenvolve de forma diferente; entenda

Por · outubro 17, 2026
Cérebro da criança que ingere cafeína (incluindo a do refrigerante e do mate) se desenvolve de forma diferente; entenda


A presença de bebidas com cafeína na rotina de crianças, incluindo café, refrigerante e mate, pode afetar o desenvolvimento cerebral. Análise realizada por pesquisadores da King’s College London, no Reino Unido, demonstra que esse hábito está associado a uma menor área de superfície no córtex, responsável pelo processamento cognitivo, tomada de decisões, atenção e regulação das emoções.
“Descobrimos que mesmo níveis relativamente baixos de consumo estavam associados a pequenas diferenças na estrutura cerebral e na saúde mental posterior, e a menor duração do sono parece ser uma importante ligação subjacente. Embora não possamos afirmar a causalidade, nossos resultados sugerem que tanto o consumo de cafeína, inclusive proveniente de refrigerantes, quanto o sono merecem atenção quando pensamos na saúde mental dos jovens”, afirma Divyangana Rakesh, professora sênior de Neurociência e Psicologia e autora principal do estudo.
O estudo publicado na revista científica Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging nesta quinta-feira (15) acompanhou 9.632 crianças de nove a onze anos de idade.
Os participantes informaram quantas bebidas com cafeína cada criança costumava consumir por semana, como café, chá ou refrigerantes, e seus pais responderam a duração média do sono das crianças.
Também foram analisados os estados de saúde mental dos participantes 6 e 18 meses depois da primeira entrevista e o exames de ressonância magnética que mediram a espessura e a área da superfície do córtex, a camada externa e dobrada do cérebro.
Dessa forma, a equipe de pesquisadores descobriu um padrão em 22 regiões distintas, abrangendo os quatro lobos cerebrais. Além disso, o efeito no córtex foi impulsionado principalmente pelo consumo de refrigerantes, que representaram a maior fonte de cafeína no estudo.
“A cafeína é tão comum no dia a dia que é fácil esquecer que os jovens também a consomem. Estudos mostram que dois terços dos adolescentes consomem cafeína pelo menos uma vez por semana. Apesar de ser uma substância psicoativa, seu consumo não é regulamentado”, aponta Divyangana Rakesh, Professora Sênior de Neurociência e Psicologia e autora principal do estudo do IoPPN no King’s College London.

Cérebro da criança que ingere cafeína (incluindo a do refrigerante e do mate) se desenvolve de forma diferente; entenda