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outubro 6, 2026
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Com Zema e Caiado pró-Flávio, Renan Santos nega ter sido procurado para alianças e cita prioridades

Por · outubro 6, 2026
Renan diz que não apoiará nem Flávio nem Lula e libera militância para o segundo turno: 'resultado foi muito ruim'


Quarto colocado na disputa à Presidência, com mais de 2,6 milhões de votos (2,24%), Renan Santos (Missão) nega ter sido procurado por lideranças do PT ou do Centrão para uma possível aliança de segundo turno. Em entrevista ao SBT News, nesta segunda-feira, no dia seguinte à votação, o ativista do Movimento Brasil Livre (MBL) disse que vai evitar contatos desse tipo e mirar “prioridades”, como a estruturação do partido Missão, que estreou com dois eleitos entre 483 nomes.
Na entrevista, ele listou como tarefas a resolução de questões internas do MBL e o lançamento de um novo álbum de sua banda de rock, Limão Rosa, que também conta com a participação do deputado estadual Arthur do Val, o Mamãe Falei.
Logo após a apuração, o político afirmou que não apoiaria Flávio Bolsonaro (PL) nem Lula (PT) no segundo turno, chamou ambos de “bandidos” e ressaltou que a militância “pode fazer o que quiser”. Já na entrevista, ele voltou a avaliar que o filho do ex-presidente “deve vencer a eleição no segundo turno”.
— Não existe direita sem Bolsonaro — declarou ele, que prometeu não se opor a integrantes do movimento que decidirem seguir com Flávio.
Após a apuração do primeiro turno, ele afirmou que o resultado foi pior do que esperava, tanto para sua campanha quanto para o partido. Pelas redes sociais, o candidato disse que a quarta colocação no pleito ficou muito distante de suas expectativas.
— O resultado é ruim. Não vamos passar de cláusula de barreira, vamos ter apenas um deputado estadual e um deputado federal no mesmo estado. O resultado não é bom, não é bom para o projeto, não é bom para aquilo que a gente desenhava — afirmou. — Eu não estou nem triste. Você fica triste quando é por pouco, e não foi nem por pouco, foi muito distante do que poderia ter acontecido, foi muito ruim. Apenas muito ruim — disse.
Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), Renan entrou na disputa defendendo uma agenda de direita e tentando construir uma identidade própria em relação ao grupo político de Jair Bolsonaro. Ao longo da campanha, procurou se diferenciar tanto do PT quanto do bolsonarismo.
No discurso após a apuração, Renan destacou que Flávio Bolsonaro teve um desempenho melhor que o próprio pai, “sendo um nada em termos de carisma e inteligência”, e afirmou que o PL vai construir uma base “colossal” no país.

Com Zema e Caiado pró-Flávio, Renan Santos nega ter sido procurado para alianças e cita prioridades