Entre botas de grife, joias e fazendas dignas de novela, o reality “Poderosas do Cerrado”, que estreou os três primeiros nesta quarta-feira (29) no Globoplay, já mostrou a que veio: provar que o poder feminino também floresce no meio do agro e com muito luxo. Em dez episódios, o programa acompanha seis mulheres da elite de Goiânia que dividem o tempo entre o trabalho, a família e os tapetes vermelhos dos eventos mais badalados da região.
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Mas talvez o público ainda não esteja preparado para as pérolas e os momentos intensos que vêm aí. Afinal, se o agronegócio é forte, as empresárias do Centro-Oeste mostram que suas personalidades são ainda mais.
Durante coletiva de imprensa, a revista ELA perguntou às participantes o que é ser poderosa e como equilibram luxo, negócios e família. As respostas revelaram um pouco da força por trás das mulheres que o público agora vê brilhar nas telas.
O elenco de “Poderosas do Cerrado” reúne perfis tão diferentes quanto complementares. Há quem comande impérios, quem se desdobre entre filhos e empresas, e quem transforme festas milionárias em arte.
A influenciadora Layla Monteiro, com mais de um milhão de seguidores, talvez seja o rosto mais conhecido do grupo. Nascida no interior e diagnosticada com esclerose múltipla em 2020, ela contou que aprendeu a redefinir o que é poder:
“Eu precisei de uma chacoalhada na vida para perceber que o mais importante não é o luxo, o trabalho ou o sucesso — é a família e a saúde. Hoje, saúde vale mais do que tudo.”
Mesmo mostrando o closet repleto de Chanel e bolsas Birkin, Layla diz que seu verdadeiro luxo é poder estar perto da família.
“Vim do interior e sonhava com o mundo da moda. Hoje, o que me faz poderosa é a minha credibilidade, meus valores, e saber que as pessoas confiam no que eu falo”, completou.
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Outra estrela é Roseli Tavares, pecuarista dona de cinco fazendas de criação de gado. Herdeira de uma família ligada ao agro, ela mantém um pé no campo — e outro em hotéis cinco estrelas.
“Ser poderosa é olhar para frente sem pedir licença. É se posicionar, não ter medo de nada, ser destemida. Põe o pé, Deus põe o chão”, disse, com o sotaque e a segurança típicos de quem está acostumada a liderar.
Roseli também comentou como administra o império e a vida no campo: “Tenho funcionários antigos e pessoas boas ao meu redor. Sozinha seria impossível. Sempre penso que, quando você coloca Deus na frente, tudo acontece.”
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Já Andréa Mota, empresária e viúva do cantor Leandro (da dupla com Leonardo), mostrou um lado mais reservado. Casada há 30 anos e mãe de cinco filhos, ela se define como uma mulher que preza o essencial:
“Para mim, poderosa é ter saúde e o amor de quem eu amo. Não adianta ter rios de dinheiro se você não consegue curar uma doença.”
Sobre o desafio de conciliar tudo, Andréa foi direta: “Minha base é a família. Sem ela, não sou nada. Trabalho muito, mas o escritório em casa me permite acompanhar o crescimento dos meus filhos e tocar meus negócios. Está dando muito certo.”
Conheça as poderosas do cerrado
A dupla Tana e Cristal Lobo é sinônimo de elegância e briga de irmãs em igual medida. Donas da Vero Festas, uma das empresas de eventos mais requisitadas do país — e responsáveis por produções de luxo como as festas dos filhos de Virginia Fonseca e Zé Felipe —, elas garantem que o segredo está no equilíbrio entre família e carreira.
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“Há muito tempo ouvi uma frase que mudou minha vida: ‘O tempo, a gente é quem faz’”, contou Cristal. “Aprendi a definir prioridades. Hoje não abrimos mão dos compromissos familiares sem que isso atrapalhe o trabalho.”
Tana complementou: “Brinco que às vezes o equilíbrio não existe, mas estamos sempre buscando. Misturamos o trabalho e a família desde pequenas, e aprendemos a colocar limites. Isso faz toda a diferença.”
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Para as duas, o verdadeiro poder está na autonomia. “Ser poderosa está muito relacionado à independência. É não depender de nada nem de ninguém para tomar decisões. É poder ter o controle sobre a nossa vida, sem dependência financeira ou de autoridade”, disse Cristal.
“Ser poderosa é poder ser quem a gente quer ser, com coragem e atitude”, completou Tana.
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Thaily Semensato, dona da Casa da Bebida (maior distribuidora online de destilados do Brasil ), também acredita que o poder tem mais a ver com liberdade do que com riqueza.
“Ser poderosa para mim é ser livre, dona das próprias escolhas. É aquela mulher respeitada pelos resultados, sem precisar gritar”, afirmou.
Ela ainda destacou a importância de equilibrar trabalho e maternidade: “Tenho limite para tudo. Quando estou com meu filho, desligo o celular e a empresa. Pode ser pouco tempo, mas é de qualidade. E isso vale mais que qualquer coisa.”
Entre o luxo e a simplicidade
Apesar das joias cintilantes, dos jatinhos e das marcas internacionais que desfilam na tela, as protagonistas de “Poderosas do Cerrado” insistem que o verdadeiro poder vem de dentro. Todas, em algum momento, falaram sobre fé, família e propósito — valores que, segundo elas, sustentam o sucesso.
O reality, dirigido por Rico Perez e produzido pela Boxfish, não mostra apenas a rotina luxuosa dessas mulheres, mas também seus dilemas e vulnerabilidades. Entre fazendas, eventos e closets de grife, o público descobre o que existe por trás do brilho: histórias de esforço, fé e reinvenção.
Como resumiu Cristal Lobo: “Poder não está ligado a mandar ou a ter dinheiro, mas à liberdade e à atitude de ser o que você almejou.”
Em um país onde o agronegócio é uma das maiores forças econômicas, “Poderosas do Cerrado” mostra que o poder feminino também finca raízes no solo goiano. Com salto alto, fé e muito carisma.

