O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmou ter sinalizado ao presidente Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o Senado, na próxima legislatura, “não será omisso” em relação a pedidos de impeachment de ministros da Corte.
A informação foi prestada pelo parlamentar após uma reunião com Fachin, no início da tarde desta terça-feira.
Marinho diz que a campanha de Flávio Bolsonaro não tem “espírito de vendetta”, mas quer respeito às regras. De outro lado, ressaltou que “na hora em que houver crime de responsabilidade o Senado não vai se omitir”.
Segundo ele, hoje a Casa é “omissa” por não analisar pedidos de impeachment de ministros do STF.
— A Constituição é clara. Separação de poderes é elemento basilar da República. Mas não existe poder absoluto. Indício de crime, cometido por quem quer que seja, não pode ser acorbertado pelo corporativismo. Não defendemos a omissão, defendemos o cumprimento da Constituição. Se crimes de responsabilidade foram cometidos, eles têm que ser investigados— declarou a jornalistas.
O senador afirmou que marcou o encontro com Fachin para tratar de uma suposta intervenção de ministros do STF na Justiça Eleitoral. O parlamentar voltou a criticar, por exemplo, as decisões sobre as eleições suplementares no Rio de Janeiro, que não ocorreram.
Coordenador da campanha de Flávio diz a Fachin que PL ‘não será omisso' com pedidos de impeachment
