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setembro 30, 2026
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De xingamentos no estúdio a primeiro embate entre Paes e Ruas: veja em seis pontos como foi o debate ao governo do Rio

Por · setembro 30, 2026
De xingamentos no estúdio a primeiro embate entre Paes e Ruas: veja em seis pontos como foi o debate ao governo do Rio


A impopularidade do ex-governador Cláudio Castro (PL) e a atual crise política do estado foram a tônica do último debate entre os candidatos ao governo do Rio, nesta terça-feira, na TV Globo. Líder nas pesquisas e participando pela primeira vez de um debate na campanha, Eduardo Paes (PSD) buscou associar o rival Douglas Ruas (PL), segundo colocado nas pesquisas, à gestão de Castro; Ruas, por sua vez, insistiu em se apresentar como representante do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) no estado.
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O apelo a pautas nacionais também apareceu com William Siri (PSOL), que defendeu o fim da escala 6×1, enquanto Anthony Garotinho (Republicanos) e André Marinho (Novo) apostaram em disparar críticas à classe política em geral. Veja a seguir os principais pontos do debate:
1- Embates entre Paes e Ruas
O debate teve momentos de temperatura mais elevada entre Paes e Ruas, que trocaram acusações de supostos crimes envolvendo familiares e aliados. Em meio à troca de farpas entre ambos, que ainda não haviam tido embates diretos nessa eleição, a mediadora Ana Paula Araújo teve que pedir silêncio à plateia no estúdio.
Houve manifestações e xingamentos contra os candidatos. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), presente ao estúdio, chegou a gritar “mentiroso, vagabundo” para Ruas.
Ruas acusa Paes de ter ‘agressor de mulheres’ no time, e adversário rebate
O candidato do PL, que optou por fazer perguntas a Paes sempre que teve oportunidade, disse que o ex-prefeito do Rio “apresenta como capitão do seu time um agressor de mulheres”, referindo-se ao deputado e candidato ao Senado Pedro Paulo (PSD) — que foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de uma acusação de violência contra uma ex-mulher.
Paes rebateu dizendo que o aliado “provou sua inocência”, e acusou em seguida o vereador de São Gonçalo Nelsinho Ruas (PL), irmão de Douglas, de ter agredido uma namorada e de “balear um policial que está em cadeira de rodas”. Ele também tem condenações nesses episódios.
2- Acusações sobre Castro e Bacellar
Numa campanha que ocorre na esteira da cassação do ex-governador Cláudio Castro e da prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) Rodrigo Bacellar, Paes procurou vincular Ruas a esses dois nomes, dos quais o candidato do PL foi aliado.
Paes também aproveitou o debate para divulgar um site que reúne críticas à trajetória do adversário. Já Ruas insinuou que o candidato do PSD mantinha contato com Bacellar e citou vídeos em que Paes apareceria “bebendo cerveja” com Castro.
— Tive, sim, uma relação de trabalho e não nego. Você teve uma relação de intimidade com Cláudio Castro, amigo de boteco — disse Ruas.
Paes rebateu:
— Ele apoiou Cláudio Castro em 2018, apoiou em 2022 e é o sucessor indicado.
3- Aceno ao eleitor bolsonarista
Logo no início, Ruas aproveitou uma pergunta sobre mobilidade urbana para dizer que Flávio Bolsonaro custeou, por meio de uma emenda parlamentar, um estudo para implementação da Linha 3 do metrô. Também chegou a pedir direito de resposta após adversários se referirem a Flávio como “bandido” e “miliciano”; os pedidos, porém, foram negados, por não serem ofensa pessoal contra ele mesmo.
A estratégia do candidato do PL é de atrair para si o eleitor bolsonarista — uma parcela desse grupo vem apoiando Paes, segundo as pesquisas.
— Quem deu o primeiro passo nesse sentido (da obra da Linha 3) foi o senador Flávio Bolsonaro. Sei que ele (Paes) não gosta do Flávio Bolsonaro, mas deveria deixar a política de lado — afirmou Ruas.
Paes chama Ruas de ‘reserva de Rodrigo Bacellar’ e critica sua atuação no governo Castro
Na resposta, Paes voltou a criticar a passagem de Ruas pelo governo Castro e mencionou mais de uma vez o fato de ele ter sucedido Bacellar na presidência da Alerj.
— Acabou de falar o secretário de Cidades do Cláudio Castro e reserva do Bacellar, preso por ligação com o Comando Vermelho. Não fez obra de mobilidade, nem corredor de ônibus conseguiu entregar — reagiu o candidato do PSD.
4- Ruas alvo de ataques
Além de Paes, outros candidatos buscaram explorar a relação de Ruas com a gestão Castro. Garotinho acusou o candidato do PL de “estar na lista do Bacellar”, insinuando recebimento de recursos indevidos. Nesse momento, mantendo a postura de “metralhadora giratória” que marcou sua campanha, Garotinho afirmou que há pessoas “de todos os partidos” na lista, “até do meu”.
Garotinho diz que candidato ao governo está na ‘lista do Bacellar’
O ex-governador e candidato do Republicanos também ironizou a passagem de Ruas pela Polícia Civil ao afirmar que o adversário “trabalhou dois anos na polícia e depois foi ser secretário do pai”, o prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL).
— Quero perguntar a ele qual foi o bandido que ele prendeu. Eu, como secretário de Segurança, prendi a cúpula do Comando Vermelho — cutucou Garotinho.
Posteriormente, ao rebater o ex-governador, Ruas voltou a se apresentar como policial civil e disse ter “entrado no serviço público por meio de concurso, diferente de você”.
Garotinho também buscou aproveitar o debate para defender que sua candidatura segue apta a receber votos, no contexto do imbróglio na Justiça Eleitoral envolvendo sua participação na disputa.
5- Acusação de ‘esconder’ Lula
Outro que atacou Ruas foi o candidato do PSOL, William Siri, que o acusou de não se posicionar pelo fim da jornada de trabalho 6×1, tema que está em tramitação no Congresso Nacional com apoio do governo Lula e resistência da bancada do PL. Ruas alegou ser favorável a mudanças na escala de trabalho, mas “sem jogar a conta no empresário”.
— O PL quer manter essa escala escravocrata. Lula está comprometido em acabar com essa escala e por isso tenho orgulho em defendê-lo — alegou Siri.
A manifestação do candidato do PSOL foi aproveitada por Ruas para acusar Paes de “esconder” Lula na campanha.
— Meus parabéns por assumir o apoio ao Lula. Tem gente que recebe o Lula, faz agenda e nem posta nas redes sociais. Eu não escondo o Flávio Bolsonaro — disse a Siri, fazendo alusão a Paes.
Ruas ‘elogia’ Siri por ‘assumir apoio ao presidente Lula’ e acusa Paes de esconder aliança
Paes, por sua vez, se esquivou da polarização nacional no debate e alegou não querer “entrar no papo deles de Bolsonaro e de Lula”, sob pretexto de colocar “o Rio como prioridade”. O ex-prefeito vem usando esse discurso para se equilibrar entre os aliados lulistas e bolsonaristas que integram sua coligação.
— Tenho o tempo todo tratado de discutir o estado. Aqui tem um governador que quer tratar desse lugar aqui — disse.
6- Convidado de última hora
Presente ao debate desta terça graças a uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, durante a tarde, o candidato do Novo, André Marinho, procurou se apresentar como nome “antissistema”.
A decisão de Nunes Marques foi de que há a obrigatoriedade de convidar nomes do partido, sob o argumento de que o Novo tem o mínimo de deputados exigido pela legislação, e se estende ao debate presidencial de quinta-feira na TV Globo, que contará com Romeu Zema (Novo).
— O problema do Rio não é falta de dinheiro. É excesso de ladrão. Aqui todos fazem parte do mesmo sistema — alegou Marinho.

De xingamentos no estúdio a primeiro embate entre Paes e Ruas: veja em seis pontos como foi o debate ao governo do Rio