É o fim de uma era e um início de outra na seleção argentina. Afinal, após 21 anos, Lionel Messi realizou na noite desta terça-feira sua última partida com a camisa da Albiceleste. O amistoso contra Benin terminou em vitória por 3 a 0, com um gol de pênalti e duas assistências do — já eterno — camisa 10, mas foi mero detalhe em um Monumental de Núñez recheado de homenagens e reverências.
O estádio recebeu mais de 80 mil pessoas e teve portões abertos quatro horas antes de a bola rolar. O espetáculo foi muito além dos 90 minutos no gramado, e incluiu apresentações musicais, fogos de artifício, máscaras de Messi — e uma grande camisa escrita “Gracias”, ou “obrigado” em espanhol.
O craque desabava em lágrima ainda no ônibus, na chegada da delegação, e voltou a se emocionar ao ouvir o hino argentino pela última vez com a camisa da seleção. No campo, estava acompanhado pelos três filhos, mas atraiu todos os tipos de fãs, desde a esposa e a mãe até os ex-companheiros de seleção, como Ángel di María.
No minuto 10, o jogo foi paralisado para que Messi fosse aplaudido, mas o gol demorou a sair. No primeiro tempo, ele perdeu pelo menos quatro boas chances diante do goleiro Marcel Dandjinou, enquanto Benin tentava estragar a festa. Mas, na etapa final, deslanchou.
Primeiro, cruzando escanteio para Otamendi abrir o placar. Depois, tocando para Nico Paz ampliar de fora da área. Por fim, cobrou pênalti e bateu alto para colocar a cereja do bolo em sua grande festa. A noite estava completa.
Dono de festa completa no Monumental, Messi encerra história na seleção argentina com gol e coberto de reverências
