Em entrevista à revista GQ, o jornalista e apresentador Pedro Bial, 68 anos, disse conviver com enfisema pulmonar, consequência do período em que fumou. Segundo ele, o hábito o acompanhou até os 50 anos de idade. Mesmo sem fumar há 18 anos, Bial diz que se arrepende do tempo em que manteve o hábito.
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A minha vida é feita de arrependimento. Eu sou um arrependimento ambulante”, disse revelando que era um “fumante bravo”.
A enfisema pulmonar juntamente com a bronquite crônica fazem parte das Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC), problemas respiratórios que obstruem a passagem do ar pelos pulmões. Boa parte dos pacientes possuem as duas enfermidades juntas e ambas estão intimamente relacionadas ao tabagismo. No Brasil estima-se que atinja cerca de 12% da população e é a quarta causa de mortalidade no país.
O pulmão é como uma grande árvore de ponta cabeça, onde o tronco é a traqueia e os galhos os brônquios por onde o ar passar para chegar nos alvéolos. Enquanto a bronquite é uma inflamação crônica na parede dos brônquios, a enfisema também dificulta a passagem do ar, mas ajuda a destruir os alvéolos, estruturas responsáveis pela troca de oxigênio no órgão.
Com o tempo, o pulmão vai perdendo a elasticidade devido à exposição constante a um determinado poluente, como a intoxicação pela fumaça do cigarro. Esse processo de perda da elasticidade pulmonar ocorre gradualmente e, por isso, na maioria dos casos os sintomas demoram a ser notados.
Sintomas
É mais comum que os primeiros sinais surjam por volta dos 50 anos, quando já há uma destruição avançada dos alvéolos. Entre os principais sintomas estão a falta de ar, um fino e incômodo chiado no peito, tosse persistente, dor ou sensação de aperto no peito, dedos das mãos e dos pés azulados, cansaço anormal, aumento da produção de muco e inchaço do tórax.
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As primeiras manifestações são relacionadas a respiração. Nas fases iniciais, a falta de ar surge quando o paciente faz esforços intensos, como uma corrida, ou até mesmo uma caminhada. No decorrer do tempo, porém, a insuficiência respiratória pode surgir até mesmo durante o repouso. Em casos mais graves e avançados, a enfisema interfere na capacidade de fazer atividades diárias, como subir uma escada, tomar banho ou caminhar pela casa.
Prevenção e cura
A doença não tem cura. A forma mais simples e eficaz de preveni-la é não fumar. Porém, há também a prática de fazer check-ups de rotina para avaliar a capacidade pulmonar e estabelecer o diagnóstico mais cedo. A prática de exercícios físicos e tomar a vacina contra gripe e pneumonia também são uma forma de precaver a doença.
Em casos mais graves e quando já há limitações, há a indicação do uso de medicamentos broncodilatadores e corticoides inalatórios que são usados para reduzir a inflamação e a dilatação da parede dos brônquios, facilitando a passagem do ar, mas sempre de acordo com a recomendação de um profissional.
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