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novembro 5, 2026
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Epicentro do surto de sarampo nos EUA, Pensilvânia registra 6ª morte pela doença, todas entre não vacinados

Por · novembro 5, 2026
Casos de sarampo atingem nível mais alto em 35 anos nos EUA


O departamento de Saúde da Pensilvânia, epicentro atual do surto de sarampo nos Estados Unidos, confirmou, nesta quarta-feira, a sexta morte associada ao vírus no estado neste ano. Nesta semana, Nova York também disse ter registrado uma morte, de um bebê de sete meses ainda não vacinado, a primeira pela doença em 30 anos no estado. Com isso, são ao menos sete óbitos em 2026 no país norte-americano.
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Segundo as autoridades da Pensilvânia, a morte mais recente foi de um morador não vacinado do condado de Jefferson. Os outros cinco óbitos também foram de indivíduos que não haviam sido imunizados. O departamento, porém, disse que não divulgará informações adicionais que possam identificar a vítima “para proteger a privacidade da pessoa e de sua família”.
Até o momento, o número de casos confirmados de sarampo na Pensilvânia chegou a 1.467, 34 deles somente nos últimos dois dias. Desse total, apenas cinco registros, menos de 1%, foram entre pessoas imunizadas. Outros 283 pacientes precisaram de hospitalização.
Nos EUA, segundo o monitoramento da Universidade John Hopkins, eram 5.051 casos confirmados de sarampo neste ano até o final de outubro. Apenas nas duas últimas semanas do mês passado foram 497 novas infecções. O número de 2026 é mais que o dobro do registrado no ano passado e o maior em 35 anos, desde 1991.
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Ao todo, 97% dos casos no país ocorreram entre não vacinados, de acordo com o monitoramento. Em relação à faixa etária, 16% foi registrado entre 0 e 4 anos; 40%, a maioria, entre 5 e 17 anos, e 30% acima dos 18 anos. Outros 14% têm a idade desconhecida.
Na Pensilvânia, o surto levou à indicação da chamada dose zero da vacina, uma aplicação extra para bebês de 6 a 11 meses antes do esquema padrão com duas doses, aos 12 e 15 meses de vida. Segundo o departamento de Saúde, houve aumento da procura pelo imunizante em meio à alta de casos.
Em um mês típico, os serviços de saúde do estado administram aproximadamente 25 mil doses do imunizante. Já em setembro e outubro, foram aplicadas mais de 56 mil e 61 mil doses, respectivamente.
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Ainda assim, o cená coloca os EUA no caminho para perder o certificado de eliminação do sarampo, obtido em 2000 após o país não registrar surtos ativos do vírus por mais de 12 meses. A Região das Américas, que tinha sido a primeira a obter o status no mundo, perdeu o certificado no ano passado, quando o Canadá voltou a registrar transmissão endêmica do patógeno. Agora, EUA e México também serão reavaliados.
O Brasil, por sua vez, mantém a eliminação do sarampo, que chegou a ser perdida em 2019 após uma queda importante na cobertura vacinal e a identificação de diversos surtos da doença. Em 2024, depois de dois anos sem transmissão local, o país recuperou o status de livre da doença. Os poucos casos que o Brasil ainda registra, como os em São Paulo neste ano, são majoritariamente importados de outros países e não têm levado a uma disseminação sustentada dentro do território brasileiro.
Em janeiro, a Global Virus Network (GVN) já havia emitido um alerta sobre uma “profunda preocupação em relação ao ressurgimento contínuo do sarampo nos Estados Unidos e em todo o mundo”. A GVN é uma rede global de virologistas de mais de 90 centros, presentes em mais de 40 países, que se dedica ao avanço de pesquisas e preparação para pandemias.
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O sarampo é uma das doenças virais mais contagiosas do mundo e pode ser letal, especialmente entre crianças não vacinadas. No entanto, ele pode ser evitado com a tríplice viral, que previne ainda rubéola e caxumba. No Brasil, a primeira dose é orientada aos 12 meses, e a segunda aos 15. O país oferece ainda a proteção de forma gratuita para pessoas mais velhas que não tenham sido vacinadas na infância.
Apesar da alta eficácia e segurança, a cobertura com a dose tem caído em diversas partes do mundo. No Brasil, entrou em queda a partir de 2015 e, embora tenha melhorado desde 2022, o percentual de crianças protegidas com as duas continuou abaixo da meta de 95%, segundo dados do Ministério da Saúde.

Epicentro do surto de sarampo nos EUA, Pensilvânia registra 6ª morte pela doença, todas entre não vacinados