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outubro 18, 2026
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Equinor celebra 25 anos no Brasil atenta a novas oportunidades

Por · outubro 18, 2026


À frente da Equinor no Brasil desde agosto deste ano, Nina Koch disse esperar que as próximas décadas da empresa sejam tão positivas quanto as passadas. Em evento realizado pela Editora Globo, no último dia 30, para comemorar os 25 anos da petroleira norueguesa no país, a executiva falou em buscar novas oportunidades na área de exploração e produção de petróleo e gás natural e em renováveis, sem deixar de fortalecer os ativos existentes.
— O Brasil é um dos países mais importantes para a Equinor fora da Noruega. Criamos esse compromisso por conta das oportunidades, dos recursos naturais, mas também porque o país é rico em possibilidades. Nós começamos a produzir no campo de Bacalhau há um ano. A área vai continuar a produzir e criar valor por muito tempo. Também começaremos com o projeto Raia, que vai fornecer até 15% da demanda de gás natural do país. São boas as oportunidades para o futuro da Equinor no Brasil — comentou Nina.
“O Brasil é um dos países mais importantes para a Equinor fora da Noruega. Criamos esse compromisso por conta das oportunidades, dos recursos naturais, mas também porque o país é rico em possibilidades” – NINA KOCH, presidente da Equinor no Brasil
O Campo de Bacalhau, na Bacia de Santos, e o Projeto Raia, em Campos, são, atualmente, as âncoras do investimento da Equinor no Brasil. Segundo a empresa, o primeiro representa a trajetória de sucesso no país, enquanto Raia evidencia o futuro, por ser uma nova etapa de investimentos de longo prazo e de inovação. A estratégia da Equinor é fornecer uma energia confiável para um mundo em transição, contribuindo simultaneamente para a segurança energética, o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade.
Durante o painel “Atuação e presença da Equinor no Brasil e na Noruega, e a sinergia entre as localidades”, Nina destacou o uso de tecnologia para vencer barreiras técnicas e ambientais. Ela lembrou que o navio-plataforma do Projeto Raia, na Bacia de Campos, contará com a possibilidade de tratar o gás natural a bordo, dentro das especificações exigidas pela indústria, sem ter a necessidade de transportar o insumo até uma unidade de tratamento em terra.
Ex-presidente da Equinor no Brasil, Veronica Coelho, que em janeiro de 2027 assume a empresa em Angola, contou, durante o evento, que o desenvolvimento do Campo de Bacalhau e Raia ultrapassou percalços e desafios, assim como o Campo de Peregrino, que já foi vendido.
— Ao longo de 25 anos, criamos uma empresa com cerca de 900 pessoas, o que permitiu que incorporássemos a diversidade do mercado. Essa é uma das principais coisas que vou levar comigo para Angola. A indústria do Brasil é muito madura, conta com atores importantes. Essa colaboração é importante — afirmou Veronica.
“Ao longo de 25 anos, criamos uma empresa com cerca de 900 pessoas, o que permitiu que a gente incorporasse a diversidade do mercado. Essa é uma das principais coisas que vou levar comigo para Angola” – VERONICA COELHO, ex-presidente da Equinor no Brasil, que assumirá a presidência da empresa na Angola em janeiro de 2027
A executiva ressaltou, no entanto, que o Brasil também tem a aprender com Angola. Ela destacou que as autoridades angolanas adotaram medidas para dar mais competitividade aos investimentos em campos maduros e, com isso, atrair mais empresas. Durante o evento, os palestrantes ressaltaram também a importância de contar, no país, com um ambiente regulatório estável e previsível, essencial para atrair investimentos, garantir a execução de projetos de longo prazo e promover o crescimento sustentável da indústria de energia.
Já o embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, pontuou que as empresas norueguesas veem o Brasil como um dos mercados mais atrativos fora da Europa, sobretudo em energia. A Noruega é o 12º maior investidor no país, com a criação de 120 mil empregos diretos e indiretos. As perspectivas, segundo ele, também são muito boas, já que a Agência Internacional de Energia (IEA) espera US$ 600 bilhões de investimentos em energia no Brasil, em uma década, de 2025 até 2034.
— A Equinor é um ótimo exemplo de empresa que cria valor com investimentos de longo prazo. É preciso que o país apresente previsibilidade, licenciamento eficiente, regras claras e infraestrutura adequada — disse o embaixador.
Ele lembrou, porém, que as empresas de energia, como a Equinor, têm pela frente o complexo desafio da transição energética. Elsebutangen ressaltou que a posição da Noruega não é substituir o petróleo do dia para a noite. O país acredita na convivência das diferentes fontes de geração, inclusive das fósseis com as renováveis.
“A tecnologia e habilidades desenvolvidas ao longo de décadas em petróleo são importantes para a transição energética. É importante que as norueguesas sejam parte dessa história também. Temos um grande papel e isso pode ser feito através do desenvolvimento de tecnologia” – KJETIL ELSEBUTANGEN, embaixador da Noruega no Brasil
— A tecnologia e habilidades desenvolvidas ao longo de décadas em petróleo são importantes para a transição energética. As empresas norueguesas precisam ser parte dessa história também. Temos um grande papel e isso pode ser feito através do desenvolvimento de tecnologia — finalizou Elsebutangen.

Equinor celebra 25 anos no Brasil
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