O presidenciável Flávio Bolsonaro irritou o PL do Rio irritado nesta segunda-feira depois de uma ida ao estado que não foi comunicada a dirigentes ou ao pré-candidato do partido ao Palácio Guanabara, Douglas Ruas. Na Baixada Fluminense, o senador teve compromisso público ao lado da família Reis, que apoia Eduardo Paes (PSD) para o governo — a vice do ex-prefeito Washington Reis, Jane, é candidata a vice na chapa do carioca.
Em Duque de Caxias, segundo maior colégio eleitoral do Rio e governada por Netinho Reis, sobrinho de Washington e de Jane, o filho de Jair Bolsonaro posou com o prefeito e outro integrante da família, o deputado estadual Rosenverg. O clã da Baixada dirige o MDB estadual.
A insatisfação com a postura de Flávio se soma ao estresse pela demora dele para definir quem será o candidato do partido ao Senado. A vaga está sem dono desde que o ex-governador Cláudio Castro, inelegível por causa do caso Ceperj e alvo de operações relacionadas ao Banco Master e à Refit, desistiu de disputar.
Integrantes do PL têm alimentado a tese de que Flávio adia a escolha porque estaria guardando o posto como plano B caso desista de encarar a eleição presidencial. Nesse cenário, disputaria a reeleição no estado.
Hoje, as duas opções que tentam se viabilizar são o senador Carlos Portinho — eleito suplente em 2018 ao lado de Arolde de Oliveira, morto na pandemia — e o deputado federal Carlos Jordy. Ao longo das últimas semanas, o favoritismo variou. Começou com Jordy, mas passou para Portinho, cujo perfil é considerado mais compatível com a necessidade de buscar votos que não sejam apenas do bolsonarismo raiz.
Um consenso entre integrantes desses partidos é que a demora favorece Eduardo Paes. Os candidatos dele ao Senado são Pedro Paulo, do próprio PSD, e Benedita da Silva, do PT.

