O cuidado com quem cuida é o que move o Grupo Said. Especializada em atendimento domiciliar de idosos, a empresa conquistou o primeiro lugar no ranking do Great Place To Work (GPTW) Rio de Janeiro, na categoria Pequenas Empresas. A empresa já havia figurado entre as dez melhores em 2021 e, agora, chega ao topo com uma cultura que valoriza o acolhimento, a escuta ativa e, principalmente, a educação.
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Fundado no Rio de Janeiro em 2003, e também presente em São Paulo e Belo Horizonte, o Grupo Said tem 48 funcionários fixos e mais de 1.300 cuidadoras atuando como prestadoras de serviço. Segundo Daniela Jones, fundadora da empresa, a maioria dessas mulheres é negra, principal responsável pelo sustento da família, tem entre 35 e 55 anos e mais de dois filhos.
Pensando na realidade dessas profissionais, a empresa oferece cursos com frequência semanal, com módulos trimestrais nas áreas de Fisioterapia, Psicologia, Enfermagem e Nutrição. Também promove treinamentos técnicos sobre primeiros socorros, colostomia e alimentação por meio de sonda gástrica.
Para Daniela Jones, investir na formação das colaboradoras é um dos pilares da gestão da organização:
— Estudo, plano de carreira e cursos de capacitação são parte da nossa rotina. Mais do que preparar profissionais para o mercado, a gente quer que as pessoas cresçam com a gente.
A empresa custeia integralmente a graduação e a pós-graduação de colaboradoras que não podem arcar com os estudos.
— Hoje já temos mais de cinco enfermeiras que fizeram pós-graduação no Hospital Albert Einstein, em cursos a distância totalmente custeados pela empresa. Normalmente, oferecemos essa oportunidade a partir de um ano de casa, sem realizar processo seletivo — afirma Daniela.
A enfermeira e coordenadora operacional Priscila Assumpção é um dos exemplos mais evidentes de como o investimento do Grupo Said em educação transforma carreiras. Ela entrou na empresa em 2017, saiu em 2020 e, após nove meses, voltou à companhia atraída pelo ambiente de trabalho acolhedor e pela possibilidade de crescimento profissional.
Desde que entrou na empresa, Priscila fez cursos de inglês e negociação de contratos e uma pós-graduação.
— Eu pedi para fazer uma pós-graduação em Gestão Hospitalar, e a empresa custeou tudo, até a viagem para a prova final em São Paulo. Até conseguiria fazer por conta própria, mas com muito aperto, porque não é um curso barato. Se somos tratada com humanidade, a gente trabalha melhor — conta a coordenadora.
Além dos cursos, o Grupo Said oferece planos de saúde e odontológico, apoio psicológico para todos os trabalhadores — incluindo as prestadoras de serviço — e grupos terapêuticos com psicólogas particulares. A avaliação de desempenho acontece trimestralmente e serve de base para as premiações no fim do ano, que já incluíram presentes, viagens e até uma motocicleta.
A atenção com o bem-estar também se reflete no dia a dia. A empresa conta com uma equipe de supervisão que realiza visitas mensais para avaliar o atendimento prestado e as condições de trabalho oferecidas. Há ainda canais permanentes de escuta — via WhatsApp, telefone ou presencialmente — e sessões de fisioterapia duas vezes por semana, como parte do cuidado com a saúde de quem está na linha de frente.
— Por ser uma profissão que lida diretamente com a dor e a doença do paciente, fazemos questão de investir em cuidados com a saúde mental das nossas colaboradoras — afirma Daniela.
Com uma gestão próxima e participativa, o Grupo Said prova que investir em quem cuida transforma vidas e fortalece a empresa.
A leveza do clima organizacional e a troca constante entre todos os níveis da equipe são dois pilares que sustentam o crescimento da Jobin Investimentos. A empresa, que integra o ranking do Great Place To Work pelo terceiro ano consecutivo, conquistou em 2025 o segundo lugar entre as pequenas empresas Rio de Janeiro — uma evolução em relação às posições conquistadas em 2023 e 2024, quando ficou na terceira colocação.
Com quatro sócios que são amigos há mais de duas décadas e unidades no Rio, em São Paulo e em Porto Alegre, a assessoria de investimentos vinculada ao BTG Pactual funciona com um modelo de gestão horizontal. Sócios e estagiários compartilham espaços, sem salas fechadas ou barreiras que impeçam o acesso.
Para João Paulo Araújo, sócio-fundador da empresa, isso contribui para o espírito colaborativo:
— O intercâmbio de conhecimentos aqui acontece na prática, no dia a dia. Como todos trabalham lado a lado, o apoio não vem somente do gestor, mas também de colegas de outras áreas. Nosso objetivo é construir uma experiência longeva e lucrativa para colaboradores e clientes.
O cuidado com a integração começa já no onboarding, etapa que dura de três a quatro meses. Nesse período, o novo funcionário é apresentado a todas as áreas da empresa, independentemente do cargo ocupado, e participa de treinamentos sobre cultura, comportamento e prática profissional.
— Se a pessoa não é acolhida desde o início, ela se sente desamparada. Por isso, nos preocupamos em receber bem, dar estrutura e incentivar a troca — diz Felipe Oliveira, sócio e diretor de Recursos Humanos.
Essa abertura também favorece a diversidade dentro da organização. Em um setor ainda majoritariamente masculino, a Jobin Investimentos alcançou um quadro funcional composto por 40% de mulheres no time do Rio. As equipes também são formadas por profissionais de diferentes faixas etárias, de 20 anos a mais de 40 anos, sempre com liberdade para atuar presencialmente ou em home office.
A cultura de acolhimento se reflete nas histórias de quem passou por transições na carreira e encontrou na Jobin um novo rumo profissional. Depois de deixar o banco onde trabalhava, Tatiane Nicoletti precisou reinventar sua vida profissional. Ela encontrou na companhia, na qual ingressou em 2018, o espaço para essa virada na carreira.
— Fui fazer um bate-papo sem compromisso e acabei me encantando com o modelo de planejamento financeiro da Jobin. Foi uma transição difícil, mas só consegui passar pelos primeiros anos por causa do suporte que recebi da equipe — conta.
Hoje sócia-executiva da empresa, Tatiane é uma das líderes que contribuem com a formação de novos colaboradores. Durante a pandemia, ela chegou a organizar tutoria para profissionais recém-contratados. Esse espírito de ajuda mútua e desenvolvimento coletivo é reconhecido e incentivado pela companhia, que oferece aos empregados a chance de se tornarem sócios por mérito ou por meio de participação anual em cotas.
— O nosso programa de sociedade é por onde essa pessoa vai crescer dentro da empresa. Um estagiário pode evoluir tanto quanto um assessor — afirma João Paulo Araújo.
RealCloud é a 3ª colocada
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Investir no crescimento profissional tem sido a aposta da RealCloud. A estratégia tem dado resultado: pelo terceiro ano seguido, a empresa de tecnologia figura entre as três melhores no ranking do Great Place To Work (GPTW) Rio de Janeiro, na categoria Pequenas Empresas. Em 2025, garantiu o terceiro lugar, coroando uma trajetória que valoriza o desenvolvimento interno e aposta em plano de carreira.
Com apenas oito anos de existência, a empresa valoriza o crescimento de cada empregado, mesmo com o time espalhado por cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Natal e até na Flórida, no Estados Unidos. Um dos exemplos mais claros é o de Pedro Alpis, que começou na empresa ainda durante a faculdade e hoje é líder de Arquitetura de Soluções.
— Fui muito bem acolhido e recebi muita capacitação, principalmente em computação em nuvem, minha área de formação. Com cerca de quatro meses de estágio, já comecei a atuar diretamente em projetos. O time crescia, e com oito meses fui efetivado. Desde então, passei de arquiteto júnior a pleno. Hoje estou fazendo pós-graduação em cibersegurança com o apoio financeiro da empresa — conta Alpis.
Neste mês, uma nova turma de estagiários foi contratada. Se no começo da empresa eram apenas três currículos recebidos por seleção, agora esse número chega a três mil inscritos.
A maior parte dos funcionários está na faixa de 20 a 30 anos, mas o time é plural: profissionais com mais de 50 anos também fazem parte do quadro, criando um ambiente rico em troca de experiências. Embora os homens ainda sejam maioria — 27 dos 39 funcionários —, a empresa vem ampliando esforços para aumentar a presença feminina em um setor historicamente dominado por homens. Silvio Pereira, CEO e cofundador da empresa, conta que a RealCloud já fez contratações afirmativas priorizando exclusivamente mulheres:
— Temos a preocupação de equilibrar o time. Sempre que houver uma disputa entre candidatos com o mesmo nível de competência, como um homem branco e uma mulher negra, o critério de desempate será a valorização da diversidade.
A empresa paga bonificação por capacitação e complemento salarial por metas atingidas. Além disso, subsidia 50% dos cursos de qualificação na área de atuação do trabalhador.
Mesmo com uma sede na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, a RealCloud estimula o modelo remoto, concedendo uma ajuda de custo para despesas decorrentes do trabalho em casa, como conta de luz e fatura de internet. Notebooks e cadeiras ergonômicas também são fornecidos aos empregados. A empresa ainda paga um auxílio combustível — mesmo que o funcionário não precise se deslocar para a empresa — que pode ser usado para outras despesas.