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outubro 11, 2026
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Homem alega ter micropênis para se defender de acusação de estupro e recebe visita de médicos antes de condenação

Por · outubro 11, 2026
Homem alega ter micropênis para se defender de acusação de estupro e recebe visita de médicos antes de condenação


Um iraniano de 36 anos que alegou ter um micropênis e ser incapaz de manter relações sexuais foi condenado a 11 anos de prisão no Reino Unido por tentativa de estupro. Segundo os sites locais The Telegraph e The Sun, Hossein Mohmoudi afirmou que sua condição física o impediria de cometer o crime e chegou a receber a visita de dois médicos na cela para verificar o tamanho do seu pênis.
O ataque ocorreu em dezembro de 2024, quando Mohmoudi seguiu uma mulher de 43 anos durante 55 minutos, inclusive embarcando no mesmo ônibus que ela, enquanto a vítima voltava para casa depois de uma festa de Natal. Ele tentou estuprá-la em um beco, mas foi interrompido por um transeunte.
Durante o julgamento no Tribunal da Coroa de Snaresbrook, em Londres, Mohmoudi também alegou que a obesidade, o hábito de fumar e a depressão o impediriam de ter capacidade ou desejo de manter relações sexuais.
A juíza Sarah-Jane Griffiths rejeitou os argumentos.
— Também concluo que você era claramente capaz de manter relações sexuais — afirmou.
Segundo ela, as provas apresentadas contra o réu eram contundentes.
Outras mulheres
O tribunal também ouviu que Mohmoudi já havia sido associado a outros episódios envolvendo mulheres antes da tentativa de estupro.
Três meses antes do ataque, a polícia havia sido acionada depois que ele, então morador de um hotel para requerentes de asilo no leste de Londres, teria seguido uma mulher até sua casa, esperado do lado de fora e observado o interior do imóvel por um período significativo.
O promotor Christiaan Moll também afirmou que Mohmoudi havia perseguido anteriormente uma garçonete no sudoeste de Londres e assediado outra mulher, enviando repetidamente e-mails para ela no trabalho.
— Não tenho dúvidas de que você estava vagando pelas ruas durante a madrugada, procurando alguém de quem pudesse tirar proveito — disse a juíza Griffiths.
Segundo a magistrada, o crime provocou graves danos psicológicos à vítima, que não pode ser identificada por razões legais. Ela afirmou ainda que Mohmoudi não demonstrou arrependimento.
Vítima relata consequências
Em declaração apresentada à Justiça, a mulher disse ter acreditado que seria morta durante o ataque.
— Achei que você fosse me matar naquela noite, se não tivesse sido interrompido. Você ainda pode fazer isso. Você destruiu completamente a minha vida — disse em depoimento.
Devido às negativas de Mohmoudi, não foi possível solicitar que ele realizasse exames para doenças sexualmente transmissíveis. Com isso, segundo a vítima, ela precisou tomar medicamentos preventivos contra HIV e hepatite B.
— Os efeitos colaterais do primeiro mês tomando medicamentos para HIV, no meu estômago, no meu peso e na minha energia, foram uma extensão horrível — disse.
A mulher também relatou que passou a associar o período de festas de fim de ano à lembrança do crime.
Histórico criminal
Mohmoudi chegou ao Reino Unido pilotando uma pequena embarcação pelo Canal da Mancha. Depois de chegar ao país, ficou preso por dez meses por pilotar o barco antes de ser liberado para um abrigo de requerentes de asilo.
Ele já tinha cinco condenações criminais por agressão e danos à propriedade enquanto vivia na Alemanha.
Na tentativa de estupro, ele também alegou que estava interagindo em um site de fetiches antes do ataque apenas como uma forma de melhorar o inglês. A juíza rejeitou a explicação.
— Não acredito, nem por um momento, que você estivesse naquele site para aprender ou melhorar seu inglês — afirmou Griffiths.
Durante o julgamento, o advogado David Harounoff disse que Mohmoudi havia fugido do Irã por sofrer perseguição devido à participação em protestos contra o regime e à sua conversão ao cristianismo.
A juíza condenou Mohmoudi a 11 anos de prisão, além de determinar quatro anos de liberdade supervisionada. Ele deverá cumprir dois terços da pena de reclusão antes de ser avaliado para liberdade condicional e estará sujeito à deportação depois de cumprir a sentença.
O inspetor-detetive Thomas Meaden, que liderou a investigação da Polícia Metropolitana, afirmou que a vítima demonstrou grande força durante o processo. Segundo Meaden, Mohmoudi representa perigo para mulheres e meninas.
— Se não tivesse sido interrompido por um cidadão corajoso, ele pretendia causar mais danos. Espero que este desfecho proporcione alguma medida de justiça — declarou.

Homem alega ter micropênis para se defender de acusação de estupro e recebe visita de médicos antes de condenação