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outubro 7, 2026
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Lágrimas, gol e show de drones: como foi o último tango de Messi pela seleção argentina

Por · outubro 7, 2026
Lágrimas, gol e show de drones: como foi o último tango de Messi pela seleção argentina


Pela última vez após 21 anos, Lionel Messi vestiu a camisa da Argentina. A decisão de se despedir foi tomada poucos dias após a final da Copa do Mundo, em julho, e o anúncio foi feito no fim de agosto, mas o grande craque desta geração do futebol mundial teve direito a uma última noite em grande estilo em Buenos Aires. Entre choro, muitas homenagens, além de um gol e duas assistências, foi o centro das atenções diante de mais de 80 mil pessoas no estádio Monumental de Núñez, onde a vitória por 3 a 0 no amistoso contra Benin foi mero acompanhamento.
Como de costume, a torcida argentina não poupou esforços para idolatrar o camisa 10. Os ingressos para a partida se esgotaram em cerca de 90 minutos, os portões se abriram quatro horas antes de a bolar, e o estádio já estava lotado duas horas depois. O clima era quase como de um festival, já que diversas atrações musicais foram programadas para o pré-jogo, o intervalo e o pós-jogo.
Além disso, uma fan fest foi organizada nas proximidades para quem não conseguiu comprar entradas, mas queria acompanhar a despedida de Leo em um telão.
Torcida homenageia Messi em despedida da seleção argentina
JUAN MABROMATA / AFP
Messi não só caiu nos braços do povo, sendo flagrado aos prantos ainda no ônibus da seleção na chegada ao Monumental, como também esteve muito bem acompanhado. Marcaram presença companheiros que venceram a Copa do Mundo ao seu lado, caso de Ángel Di María; dirigentes como Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, e Claudio Tapia, da federação argentina (AFA); e, claro, sua família.
Sob os olhares da esposa Antonela Roccuzzo e da mãe Celia Cuccittini em um camarote do estádio, Messi pisou no gramado de mãos dadas com os três filhos: Thiago, Mateo e Ciro. Nas arquibancadas, diversas máscaras com o seu rosto. No centro do gramado, uma camisa gigante com um singelo “gracias”. Afinal, esta era uma noite de agradecimento ao — já eterno — capitão.
Messi junto dos filhos em despedida da seleção argentina
LUIS ROBAYO/AFP
Com a bola rolando, enganou-se quem pensou que os jogadores de Benin se comportariam apenas como convidados de luxo, vendo o amistoso ser paralisado no minuto 10 para que o craque do outro lado recebesse mais uma chuva de aplausos e fogos de artifício. Enquanto Messi desperdiçou quatro chances só no primeiro tempo, a seleção africana se lançou para cima do gol de Dibu Martínez, indo para o intervalo com sete finalizações — contra oito da Argentina.
Mas só a vitória serviria para os tricampeões mundiais. Se o goleiro Marcel Dandjinou se recusava a sofrer um gol de Messi, o craque encontrou caminhos para servir os companheiros e conectar gerações. Primeiro, cruzando escanteio para Otamendi, consagrado zagueiro de 38 anos que também se despediu da seleção, abrir o placar. Depois, tocando para Nico Paz, promissor atacante de 22 anos, bater bonito de fora da área.
Messi comemora gol pela seleção da Argentina
Luis ROBAYO / AFP
Mas, quando Giay, do Palmeiras, sofreu pênalti, o astro recebeu a oportunidade para colocar a cereja no bolo. Batendo muito alto no canto esquerdo, Messi encerrou uma trajetória de 208 gols, 126 gols, 67 assistências, dois títulos de Copa América e um de Copa do Mundo.
Uma relação de amor tão forte que Messi não quis ser substituído. Aproveitou cada um de seus últimos minutos com a camisa albiceleste. Após a partida, ainda assistiu a um show de drones, enquanto ninguém arredava pé do estádio.
Show de drones fecha despedida de Messi na seleção argentina
Luis ROBAYO / AFP

Lágrimas, gol e show de drones: como foi o último tango de Messi pela seleção argentina