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setembro 27, 2026
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Laser íntimo: o que muda após o procedimento? Entenda

Por · setembro 27, 2026
Laser íntimo: o que muda após o procedimento? Entenda


O laser íntimo voltou a chamar atenção depois que Virginia Fonseca contou nas redes sociais que passou por sessões do procedimento. A influenciadora relacionou o tratamento ao período após a gestação e também mencionou uma queixa comum entre mulheres: os escapes de urina. “Esse laser é para mulheres pós-gestação. Amo me cuidar. Às vezes dá um escape de xixi, esse laser ajuda nisso”, contou ela.
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A partir desse tipo de relato, surgem dúvidas sobre o que, de fato, pode ser tratado por tecnologias voltadas à região íntima. O laser é uma das possibilidades dentro da chamada Ginecologia Regenerativa, área que reúne diferentes recursos para questões funcionais e estéticas. Entre eles estão tecnologias, aplicação de ácido hialurônico e uso de hormônios locais ou cremes destinados à lubrificação.
“Esse é um braço da Ginecologia. A ideia é melhorar a função e a estética íntima feminina. Para isso, podemos usar tecnologias, aplicação de ácido hialurônico, e uso de hormônios locais ou cremes para lubrificação”, explica a ginecologista Patricia Magier.
Não existe um padrão para a região íntima
Quando o assunto é estética, os especialistas ressaltam que não há um modelo considerado normal para a aparência da região genital. A anatomia varia de uma mulher para outra e, por isso, a indicação de qualquer procedimento deve levar em conta a queixa individual.
“É considerado anormal o que causa constrangimento, desconforto, vergonha ou piora da autoestima”, afirma o ginecologista Igor Padovesi, que atua na área de cirurgias íntimas femininas.
As alternativas disponíveis também variam conforme o objetivo. Há recursos não invasivos, cirurgias e estratégias voltadas ao fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. A escolha depende da avaliação médica e da necessidade apresentada por cada paciente.
Tecnologias podem melhorar aspectos funcionais e estéticos
Segundo Patricia, algumas tecnologias são utilizadas com o objetivo de estimular a produção de colágeno, melhorar a vascularização, aumentar a lubrificação e trabalhar o tônus dos tecidos.
“Podemos usar um laser de CO2, um ultrassom microfocado ou uma radiofrequência. A tecnologia é escolhida de acordo com a queixa daquela paciente, mas sempre na tentativa de regenerar, de recuperar aquele tecido, melhorar a sensibilidade ao orgasmo e tratar toda a pele da região. Em pacientes com queixas de infecção de repetição, conseguimos atuar nesse tecido melhorando a imunidade local”, diz a ginecologista.
Ela também cita os procedimentos injetáveis entre as possibilidades utilizadas em determinadas situações.
“Injetáveis como o bioestimulador de colágeno, que ajuda no tratamento da flacidez, quanto preenchedores de ácido hialurônico, para repor aquela gordura de grandes lábios, são usados para promover o embelezamento íntimo. Então, há ação na estética, na parte funcional, no tratamento de doenças, para melhorar a saúde íntima e devolver a autoestima para a mulher”, completa.
Perineoplastia pode ser indicada após o parto
Entre as cirurgias voltadas à região está a perineoplastia. De acordo com Igor, o procedimento pode ser considerado em casos de alterações provocadas pelo parto ou pelo envelhecimento, especialmente quando há queixas relacionadas à frouxidão vaginal e à sensibilidade.
“Essa é a cirurgia recomendada para ‘apertar’ o canal vaginal. Na maioria das vezes, é indicada para mulheres que tiveram partos vaginais e relatam que a vagina ficou mais afrouxada ou com menos sensibilidade depois do nascimento dos filhos. Isso acontece porque os músculos do períneo, localizados entre a vagina e o ânus, podem sofrer lesões, estiramentos ou lacerações que comprometem sua função. Para algumas mulheres, as fibras musculares não voltam para o lugar após a distensão abrupta no momento de nascimento do bebê”, detalha o ginecologista
O especialista destaca que as repercussões podem ir além da aparência.
“Mais do que um incômodo estético, essas alterações podem afetar a vida sexual, autoestima e bem-estar emocional da mulher. Muitas relatam constrangimento com o parceiro ou perda de prazer nas relações. Nesses casos, a perineoplastia pode ser uma ferramenta importante de reabilitação íntima”, esclarece.
Ninfoplastia é uma opção para excesso de pele
Outra cirurgia citada pelos especialistas é a ninfoplastia, também conhecida como labioplastia. O procedimento pode ser considerado quando há hipertrofia dos pequenos lábios associada a desconforto ou constrangimento.
“O objetivo da ninfoplastia é remover o excesso de pele dos pequenos lábios, deixando-os para dentro dos grandes lábios. O procedimento pode ser realizado com laser e/ou com bisturi elétrico de alta frequência. Antes realizada como uma cirurgia hospitalar tradicional, com a evolução das técnicas cirúrgicas, atualmente no Brasil e no mundo a ninfoplastia tem sido realizada como uma cirurgia ambulatorial”, observa Igor.
“A redução cirúrgica dos pequenos lábios é um procedimento relativamente simples, mas capaz de aumentar significativamente a autoestima e o bem-estar físico, psicológico e sexual”, acrescenta o médico.
Ultrassom microfocado também pode ser utilizado
Outra possibilidade mencionada pela ginecologista Daniella Curi é o ultrassom microfocado. Segundo ela, a tecnologia pode ser utilizada em determinadas situações para tratar questões relacionadas ao canal vaginal, além de flacidez e gordura localizada na região externa.
“Ele foi desenvolvido para o tratamento do canal vaginal e pode ser usado também para tratar gordura e flacidez”, pontua a médica.
De acordo com Daniella, existem ponteiras específicas para aplicações externas e internas. No canal vaginal, o recurso pode ser utilizado principalmente em casos de perda urinária, conforme a indicação.
“O ultrassom microfocado vai na profundidade que selecionamos de acordo com o cartucho e atinge camadas do canal vaginal, onde estimula o colágeno e promove uma contração desse canal. É por isso que ele ajuda na melhora da frouxidão vaginal e também age sustentando melhor a uretra, que está logo acima do canal vaginal”, descreve a ginecologista.
A tecnologia também pode ser direcionada aos grandes lábios ou ao monte pubiano, dependendo do objetivo do tratamento.
“Nesse caso, para o tratamento de gordura, utilizamos o ultrassom macrofocado nas ponteiras corporais. Então, ele pode estimular colágeno no tratamento da flacidez dos grandes lábios ou diminuir o tecido adiposo quando o intuito é tratar a gordura localizada; tudo vai depender da indicação de cada caso”, ressalta Daniella.
Fortalecimento do assoalho pélvico
O trabalho com a musculatura do assoalho pélvico também pode fazer parte da abordagem de queixas como incontinência urinária e frouxidão vaginal. A atividade física é uma das formas de fortalecer essa região, mas existem ainda recursos utilizados em consultório.
Daniella aponta equipamentos que empregam campo eletromagnético para estimular a musculatura pélvica.
“Esse trabalho é fundamental, pois é o assoalho que ajuda a sustentar todas as estruturas da região. Muito importante, sempre que possível, associar os procedimentos do canal vaginal com a melhora da sustentação do assoalho pélvico. O campo eletromagnético faz um estímulo destes músculos, os deixando mais fortalecidos”, frisa a ginecologista.
E quando há relação com os hormônios?
Nem toda alteração na região íntima está relacionada apenas aos tecidos ou à musculatura. Segundo Igor, mudanças hormonais também podem estar por trás de determinados sintomas, o que torna a avaliação individual importante antes da escolha de um tratamento.
“Como muitos dos sintomas têm causas hormonais, tratá-los sem a terapia de reposição hormonal pode ser como enxugar gelo. Nessa terapia, são usados normalmente estrogênios, em diversas vias de aplicação, variando da forma oral, gel na pele ou na região da vulva e vagina e adesivos transdérmicos, além de implantes hormonais. Toda essa terapia visa manter os níveis de hormônios femininos em valores próximos aos encontrados durante a vida reprodutiva da mulher. São tratamentos bastante seguros, desde que monitorados por um médico regularmente”, finaliza o m.

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