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Mercadinho São José reabre em setembro após sete anos fechado, com bar, confeitaria e restaurante; veja os detalhes

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agosto 30, 2025
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Reforma do Mercadinho São José, que reabrirá após sete anos fechado — Foto: Márcia Foletto

O entra e sai de operários do prédio do século passado na principal rua de Laranjeiras, na Zona Sul, é o primeiro sinal de que a vida — e a boemia — estão prestes a voltar ao Mercadinho São José. Fechado desde 2018, o espaço será reaberto com foco em gastronomia no mês que vem. Até agora 13 lojistas já estão confirmados na sede principal e no anexo. A reforma levou quase dois anos, e o investimento foi de R$ 10 milhões. Quem passa pela porta já pode ver que está tudo novinho, mas a imagem de São José na fachada e a fonte na área interna foram preservadas.

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— O novo formato é uma leitura contemporânea de um mercado público. A referência ao passado está no comércio de hortifrútis fornecidos por pequenos produtores. A modernidade estará presente com a diversidade de experiências gastronômicas — diz Thiago Nasser, da Junta Local, que integra o consórcio que em 2023 venceu uma concessão da prefeitura para administrar o espaço por 25 anos.

A promessa é de boa comida e bebidas ainda melhores. O mercadinho terá uma filial da Confeitaria Absurda, suficiente para qualquer um esquecer a dieta. De Minas, tem o sabor do pão de queijo e a cachaça do Zilda. Vinhos preparados com técnicas artesanais bem como conservas e kombucha, espécie de chá açucarado fermentado naturalmente também vão integrar os produtos oferecidos pelo bar Borbulhas. E, na saideira, será possível escolher uma cerveja artesanal das marcas da rede Brewteco.

— Ao contrário de outras filiais, vamos nos concentrar em doces. Acreditamos que a procura será grande pelo carrot cake (bolo de cenoura). De salgados, só teremos pão de queijo — diz o chef da Absurda, Henrique Rossanelli.

Quando o assunto é pão de queijo, Daniel Abrantes tem os segredos de família. O bar ganhou o nome em homenagem à avó dele, de 93 anos, criadora da receita.

— O diferencial é que os nossos pães são feitos com queijo da Serra da Canastra e ovos caipiras — revelou.

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No caso da filial do Brewteco, além das cervejas, uma aposta será uma pizza ao molho pesto com flor de latte e basílico fresco, servida no restaurante no rooftop do prédio anexo. Haverá ainda um quiosque no espaço original do mercado, onde só serão vendidas cervejas.

— A gente achava que a marca já estava consolidada no Rio e não tinha nem planos de abrir mais filiais. O local, no entanto, é um ponto tradicional da boemia carioca. Valia investir — diz o sócio Rafael Thomaz.

Por sua vez, para aqueles cuja “vibe’’ pede menos calorias, será possível parar para comprar frutas e verduras no Tito Orgânicos e Locais. Tem ainda temperos especiais no Cultura Fungi. No boxe do Rancho das Vertentes Queijaria, um do carros-chefe será uma linha artesanal de queijos de cabra, mas haverá outros tipos de produtos regionais.

E nada como saborear um sorvete vegetariano produzido ali mesmo no mercadinho. O empresário Bruno Karraz, de 36 anos, que comanda a sorveteria Hoba, diz que pretende trabalhar com frutas de época e também com produtos comprados no próprio São José.

— Uma das especialidades para quem quiser conhecer a casa é o sorvete de caju cremoso — sugere.

A expectativa é que, nessa nova fase, o espaço atraia quase cinco mil cariocas e turistas nos fins de semana.

— Ao viajar, muita gente visita os mercados locais para viver uma experiência autêntica da cultura e da gastronomia locais. Temos o Cadeg (Benfica), mas o Rio deixou de ter um espaço de referência em um ponto a mais central, desde que o Mercado Municipal da Praça Quinze foi demolido (em 1962) — avaliou Thiago Nasser.

Numa política de boa vizinhança, a casa deverá abrir de terça a domingo, das 10h às 22h, mas isso ainda pode ser revisto. Mas, na prática, haverá atividades além desse horário:

— A produção da massa, seja para consumir na hora ou para levar para casa, será toda no mercadinho, em horários alternativos. Além disso, vamos vender molhos especiais e vinhos regionais — conta Hellen Gonzales, dona do Basta.

Reforma do Mercadinho São José, que reabrirá após sete anos fechado — Foto: Márcia Foletto

Durante o período em o local ficou fechado, o São José foi invadido diversas vezes, o teto desmoronou e nem os portões de madeira, bastante danificados, puderam ser recuperados. Da estrutura original, quase nada restou.

— Os espaços internos foram reorganizados e modernizamos, e a estrutura do telhado foi mudada para atender ao novo formato proposto para o imóvel. Mas a fachada foi restaurada seguindo as orientações do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), já que o prédio é tombado pelo município — diz o arquiteto Guilherme Lima, da Engeprat, sócia da Junta Local e responsável pela restauração do imóvel.

Guilherme Lima também é um do sócios da filial do Locanda, restaurante especializado em massa italiana. A casa será uma das âncoras da revitalização do espaço e ficará no segundo andar do imóvel original. Esse será o primeiro restaurante do grupo fora da Região Serrana do Rio.

O Mercado São José foi aberto em 1942 pelo então presidente Getúlio Vargas numa tentativa de oferecer alimentos mais baratos em um período de escassez por causa da Segunda Guerra Mundial. Antes, o terreno serviu de senzala dos escravos que trabalhavam em uma fazenda, onde hoje fica o Parque Guinle.

Em 2018 depois de uma briga judicial que durou 25 anos com o INSS, proprietário da área, os antigos comerciantes foram despejados. Sem uso, o imóvel foi adquirido pela prefeitura em 2023, que prometeu reabrir o local, o que foi feito por meio de concessão.

— O Mercadinho São José é parte da alma carioca e não poderia ser abandonado. Compramos o prédio e o terreno ao lado em um processo que acompanhei pessoalmente. Vamos devolver o espaço remodelado sem perder a essência — disse o prefeito Eduardo Paes.

Reforma do Mercadinho São José, que reabrirá após sete anos fechado — Foto: Márcia Foletto
Reforma do Mercadinho São José, que reabrirá após sete anos fechado — Foto: Márcia Foletto

A jornalista Marcella Sobral, uma das autoras da coluna Pé Sujo &Pé Limpo, que sai no GLOBO, vê com simpatia a nova fase do mercadinho:

— Na época da faculdade, era um dos principais pontos de encontro do pessoal. A iniciativa é interessante justamente por recuperar a tradição de um mercado de bairro com novos negócios, aberto para novidades.

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Morador da Rua das Laranjeiras, o comerciante João da Silva Salles, de 56 anos, acompanha diariamente a obra. E até chorou ao ver os novos portões:

— Posso dizer que eu entrei solteiro aqui e saí casado. Conheci minha esposa aqui no carnaval de 2002. Ela estava em uma mesa ao lado esperando o desfile do bloco Imprensa Que Eu Gamo (que se apresentou pela última vez esse ano). Tomei coragem e puxei conversa. Depois disso, marcamos vários encontros lá.

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