A Semana de Moda da Noruega, chamada Oslo Runway, tem pouco mais de uma década. A metade do tempo de sua coirmã, criada em 2006, em Copenhagen. Ambas navegam no mesmo mar, no caso, o do Norte, e buscam difundir o lifestyle da Escandinávia. Em comum, a exigência de que as marcas participantes tenham responsabilidade ambiental e transparência na produção. A última edição da Oslo Runway, de 31 de agosto a 5 de setembro, transmitiu os valores que movimentam a indústria de lá: sustentabilidade, funcionalidade e minimalismo. “Além de desfiles, a nossa plataforma também abriga programas de apoio a estudantes, etiquetas emergentes e premiações”, afirma Elin O. Carlsen, CEO do evento. “Os designers noruegueses trazem um ponto de vista distinto para a conversa global sobre moda.”
Look da marca AKS
Martin Rustada Johansen
Em três dias, pontos turísticos, como o Museu Kistefos — parque de esculturas de nomes consagrados como o da japonesa Yayoi Kusama — e o tradicional Café Sara receberam mais de 30 apresentações de grifes como Envelope 1976, Anna Ringstad e AKS Label.
A cantora Lene no desfile de Anna Ringstad na Oslo Runway
Stephanie Sikkes
Celine Aagaard, fundadora da Envelope 1976, marca que já está na Austrália, Japão e se prepara para estrear na Printemps, em Paris, frisou a principal escolha para o verão 2027: “O branco”. Mais experimental, Anna Ringstand inspirou-se nos países bálticos para realçar a feminilidade em shapes e detalhes. “Mas do jeito que uma garota norueguesa usaria”, frisa a designer.
One and Other, desfile na Oslo Runway
Berine Monsen
Para a stylist Manu Carvalho, o que salta aos olhos é a identidade. “Cada semana fashion tem a cara da cidade em que acontece”, observa. “Em Oslo, o estilo está aliado à construção com qualidade e à preocupação em preservar o planeta. Dá gosto de ver, é uma moda inteligente”.
Minimalismo e sustentabilidade: conheça os principais pilares da moda da Noruega
