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outubro 3, 2026
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Morre, aos 72 anos, em São Paulo, o maestro Roberto Tibiriçá

Por · outubro 3, 2026
Morre, aos 72 anos, em São Paulo, o maestro Roberto Tibiriçá


O maestro paulista Roberto Tibiriçá morreu na madrugada deste sábado, em São Paulo, aos 72 anos. Desde 2022, o artista era o regente titular e o diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP). Tibiriçá estava internado em decorrência de um câncer. O velório se dará em São Paulo, em local a ser divulgado.
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Mais recentemente, o maestro regeu concertos do Projeto Aquarius, promovido por O GLOBO. Em 2022, esteve com a Orquestra Sinfônica Brasileira (da qual foi diretor artístico entre 1995 e 1997), com Lenine e Oz Crias em programa gratuito na Praça Mauá, celebrando os 50 anos do Aquarius. E em 2024, também com a OSB na Praça Mauá, ao lado das cantoras Adriana Cacanhotto e Luedji Luna.
— Essa mistura é muito bem-vinda e importante para a formação de novos públicos. São duas cantoras extraordinárias, com timbres e estilos bem próprios. Mais para o fim do mês devemos ter um ensaio com elas, já estamos ansiosos por este contato, poder trocar com elas — disse ele, em 2024. — Fico muito feliz de ser convidado novamente para o projeto, que faz parte da minha vida e da história da OSB.
Roberto Tibiriçá começou sua carreira erudita como pianista, aos 8 anos. Ele também estudou regência com Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou por 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp).
Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, ele comandou algumas das principais orquestras do Brasil e do exterior, como a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Entre 1984 e 1985, atuou como regente assistente no Teatro Nacional de São Carlos, na capital portuguesa.
No Brasil, regeu instrumentistas e músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB); da Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró Música; Sinfônica Heliópolis (Instituto Baccarelli) e ainda dirigiu as orquestras sinfônicas de Campinas, São Bernardo do Campo e Minas Gerais (2010 a 2013)
Desde 1974, paralelamente atuou como diretor artístico em gravadoras brasileiras e foi o responsável pelo pioneirismo nas gravações clássicas, com destaque para o único LP gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes, somente com músicas brasileiras, gravado no Museu de Arte de São Paulo (Masp).
O artista participou de diversas edições do Projeto Aquarius, entre as quais a Missa Campal celebrada pelo Papa João Paulo II, no Aterro do Flamengo, em 1997, data da última viagem do pontífice ao país. Na ocasião, o público estimado foi de cerca de 2 milhões de pessoas.
Roberto Tibiriçá ainda fundou, no fim dos anos 1980, em São Paulo, a Orquestra Nova Filarmonia, que entre outros artistas acompanhou o cantor lírico (tenor) italiano, Luciano Pavarotti.
Em 1995, Roberto Tibiriçá foi eleito pela crítica especializada do Rio de Janeiro como o Músico do Ano e recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro o Prêmio Estácio de Sá pelo seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira.
De 2000 a 2003, passou a ocupar o cargo de diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró-Música.
Em de março de 2003, virou titular da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música e, desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música (ANM), no Rio de Janeiro.

Morre, aos 72 anos, em São Paulo, o maestro Roberto Tibiriçá