A estreia de “O diabo veste Prada 2” está prevista para abril de 2026, mas os figurinos já entraram em cena nas redes. Os looks icônicos da primeira versão, de 2006, das personagens Andrea Sachs (Anne Hathaway) e Miranda Priestly (Meryl Streep), entraram para História fashion cinematográfica. Basta lembrar do visual repaginado de Andy, de Chanel da cabeça aos pés (ora, com botas acima dos joelhos, ora, de pérolas e boina), e da alfaiataria poderosa de Miranda. Agora, o guarda-roupa assinado por Molly Rogers vem dividindo opiniões por ser realista demais. Molly foi assistente da figurinista Patricia Field, responsável pelo visual do longa baseado no livro de Lauren Weisberger, de 2003, e da série “Sex and the city”. Também são dela os figurinos do spin-off “And just like that” e Patricia Field, por sua vez, tem contrato de exclusividade com a série “Emily em Paris”.
apresentadora e youtuber Gabb resume o dilema: “O problema é retomarem grandes sucessos, adequá-los aos tempos de hoje e tirarem o impacto visual. Cria revolta gigantesca e acaba desalinhando os chacras: prova disso, é o cancelamento da série ‘And just like that…’”. Mas há controvérsias. Stylist e consultora de estilo, Manu Carvalho enxerga contemporaneidade no visual de Andy Sachs. “Nesses vinte anos, tivemos imputs de estéticas menos maximalistas e força no normcore e no quiet luxury. Isso sem falar das consequências da pandemia”, pondera. “Ao contrário do longa anterior, em que Andrea entra no acervo da revista e se monta inteira de Chanel, nesta volta, ela está mais madura.” Manu também aponta as mudanças de Miranda Priestly. “Pelo menos, até aqui, aboliu o uso de peles de animais”, observa. A pesquisadora e analista de moda Paula Acioli faz coro: “Duas décadas atrás, os tempos eram mais prósperos. Os looks refletem o cenário atual”.
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O stylist Patrick Doering critica o excesso de spoilers. “É uma estratégia desgastante”, diz. Para ele, o figurino “está de acordo com o momento”. “Mas falta sonho.” Segue o desfile.
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