
Um homem de 49 anos foi condenado a duas penas de prisão perpétua pelo estupro e assassinato de Daniel Jamneck, de 8 anos, morto durante uma festa do pijama na Cidade do Cabo, na África do Sul. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (22) pelo Tribunal Superior do Cabo Ocidental. O nome do condenado não foi divulgado para preservar a identidade de seu filho, principal testemunha do caso.
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Daniel havia dormido na casa do amigo, no bairro de Peerless Park North. Segundo o processo, o menino estava em uma cama de casal ao lado do pai do colega, enquanto o filho do acusado dormia em um beliche a poucos metros. Durante o julgamento, promotores apresentaram provas forenses, como marcas de mordida, escoriações, pelos pubianos de um adulto e marcas de unhas no pescoço da vítima.
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Histórico criminal e sentença
Além das duas prisões perpétuas, o réu foi condenado a 10 anos de prisão por um estupro cometido em 2005 e a oito anos por abuso sexual contra Daniel. As penas serão cumpridas simultaneamente. O tribunal também determinou a inclusão do nome do condenado no Registro Nacional de Criminosos Sexuais da África do Sul, proibindo-o permanentemente de trabalhar com crianças e de possuir armas de fogo.
Ao anunciar a sentença, a juíza interina Sue Smith afirmou que o réu não demonstrou arrependimento durante todo o processo.
— Ele não demonstrou nenhum remorso por seus atos em nenhum momento — declarou.
Segundo a acusação, o homem já havia sido condenado por estupro em 2005, quando firmou um acordo judicial e passou a cumprir um programa de supervisão correcional por três anos, do qual posteriormente fugiu.
Após a sentença, a mãe de Daniel, Maria Jamneck, afirmou que a condenação não ameniza a perda do filho.
— Nada jamais trará meu filho de volta, então esse sentimento de luto permanece comigo. Portanto, nenhuma sentença jamais será severa o suficiente — disse.
Maria descreveu Daniel como sua “luz absoluta”, lembrando que o menino sonhava em se tornar veterinário e tinha grande carinho pela irmã mais nova.
O tribunal também autorizou Maria Jamneck e Caryn Brown, sobrevivente do estupro cometido pelo réu em 2005, a se manifestarem perante a comissão de liberdade condicional caso o condenado venha a se tornar elegível para eventual soltura. Durante a leitura da sentença, as duas permaneceram de mãos dadas em solidariedade, enquanto o réu foi visto chorando no banco dos acusados.