O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado como prévia do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, subiu 0,3% em agosto em relação ao mês anterior, divulgou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira. No mês passado, o IBC-Br havia registrado retração de 0,3%.
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No trimestre encerrado em agosto ante o trimestre terminado em maio, o IBC-Br apresentou recuo de 0,6%. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,6%. Em 2025, o índice fechou com um crescimento de 2,5% em relação a 2024. Foi a menor alta registrada pelo IBC-Br desde a pandemia, em 2020, quando houve uma retração de 3,9%.
O setor da indústria puxou a oscilação positiva de agosto, com alta de 0,9%, seguido por serviços (0,2%) e impostos (0,1%). A agropecuária registrou retração de 1,8%.
O IBC-Br funciona como um termômetro da atividade econômica, e reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. O índice é ajustado para compensar variações sazonais, como feriados e férias, permitindo uma comparação mais precisa entre os períodos.
O resultado reforça os sinais de que a economia brasileira deve registrar uma desaceleração neste ano em comparação com os crescimentos dos anos anteriores. O próprio Banco Central e o mercado financeiro esperam um ritmo de crescimento mais moderado nos próximos meses. De acordo com o último Boletim Focus, documento de pesquisa realizada semanalmente pelo Banco Central com o mercado financeiro, os agentes estimam um crescimento de 1,85% este ano, ante crescimento de 2,3% em 2025.
Crescimento menor
Ainda que no campo de valorização, diversas instituições esperam um trimestre de retração.
Para Alberto Ramos, economista do banco americano Goldman Sachs para a América Latina, a expectativa é de desaceleração. O banco revisou a estimativa para o período entre julho e agosto para recuo de 0,1%, ante estimativa de alta de 0,2%, “diante dos dados recentes de atividade real fracos e da deterioração dos indicadores antecedentes”.
Para o economista do PicPay Matheus Pizzani, a “expectativa ainda é de que o terceiro trimestre seja marcado por desaceleração dos componentes ligados à economia, movimento na esteira da composição observada no segundo trimestre”.
A leitura é semelhante a de Antônio Riccardi, economista do Daycoval. Ele afirma que “os dados do terceiro trimestre confirmam a continuidade desse movimento de enfraquecimento” da economia. Para ele, o dado de hoje “gera um viés de baixa para a projeção do PIB do terceiro trimestre e, consequentemente, para o ano como um todo”. A casa estima um crescimento de 0,1% para o período.
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Prévia do PIB: economia brasileira cresce 0,3% em agosto, diz Banco Central
