Pelo menos quatro pessoas morreram em Gaza atingidas por disparos israelenses, entre elas uma menina de dez anos e o filho de um alto funcionário do governo, informou o Ministério da Saúde do território palestino, que opera sob autoridade do movimento Hamas. Um dos mortos é o filho mais velho de Munir al-Bursh, diretor-geral do Ministério da Saúde de Gaza, Basir al-Bursh.
Basir chegou a ser levado a um hospital, mas foi declarado morto ao chegar à unidade, após perder uma quantidade significativa de sangue. A menor morreu ao norte do campo de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, destacou o organismo. Fontes médicas disseram à Al Jazeera que, dos quatro mortos, três morreram em ataques israelenses no sábado, enquanto uma morreu em decorrência dos ferimentos sofridos em um ataque na sexta-feira.
O Ministério da Saúde lamentou a morte de Basir, filho mais velho do médico Munir Abdullah al-Bursh. Segundo um correspondente do jornal catari, o ataque ocorreu enquanto os alunos assistiam às aulas em espaços de aprendizagem alternativos montados por organizações locais atrás de um hospital de campanha na região.
— Ele estava saindo da tenda quando foi atingido em cheio por um míssil disparado por um drone — relatou.
A ação foi direcionada contra um acampamento para deslocados em Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, informou o ministério. Além disso, dois palestinos morreram e vários outros ficaram feridos em dois ataques separados perto da Cidade de Gaza, segundo o hospital Al Shifa de Gaza e a Defesa Civil do território.
Palestinos tentam apagar um veículo em chamas que foi atingido por um ataque aéreo israelense na Cidade de Gaza, em 19 de setembro de 2026
OMAR AL-QATTAA / AFP
O exército israelense não respondeu de imediato a um pedido de informações da AFP sobre os ataques.
Em outubro, Israel acordou um cessar-fogo negociado pelos Estados Unidos, mas desde então avançou mais em Gaza. O primeiro-ministro israelense, Benjamín Netanyahu, prometeu não se retirar deste território até que o Hamas entregue todas as suas armas, após os ataques de 7 de outubro de 2023 contra de Israel. Este ataque deixou 1.221 mortos, segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais israelenses.
Os milicianos também levaram para Gaza 251 reféns, 44 dos quais já falecidos. A ofensiva maciça de Israel em resposta a este ataque deixou a maior parte de Gaza em ruínas e provocou a morte de mais de 73.800 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Os ataques israelenses mataram cerca de 1.300 pessoas desde que foi anunciado o cessar-fogo no ano passado, segundo o Ministério da Saúde do território, cujos dados geralmente são considerados confiáveis pela ONU.
O exército israelense identificou cinco mortos em suas fileiras no mesmo período, além da morte de um civil terceirizado.