A seleção brasileira iniciou o ciclo preparatório para 2030 com um empate em 1 a 1 com a Austrália, em Townsville. Mais do que o placar, a atuação deixou uma má impressão neste primeiro compromisso pós-Copa de 2026. Enquanto poucos se destacaram positivamente, muitos deixaram a desejar. O GLOBO avalia, abaixo, quem se saiu bem e quem decepcionou no jogo desta sexta-feira.
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Foi bem
Estêvão – Titular em seu retorno após a lesão na coxa que o deixou fora da Copa, o atacante repetiu as boas atuações com a Amarelinha de antes da contusão. Voltou para buscar a bola diante dos problemas do meio-campo e ajudou a fazer a construção. Revezou-se entre a ponta direita e mais por dentro, deu bons passes e quase marcou um gol, mas o lance foi anulado pela falta de Bruno Guimarães no início da jogada.
Rayan – A direita do ataque da seleção está bem servida. O ex-Vasco saiu do banco, ajudou o time a se aproximar mais da área rival e esteve bem posicionado dentro da área para marcar, de cabeça, o gol de empate.
Vitor Reis – O jovem zagueiro não sentiu o peso de ser titular com a Amarelinha. Fez boa dupla ao lado de Marquinhos e não se intimidou nos momentos de pressão australiana.
Samuel Lino – Saiu do banco, ocupou o lado esquerdo e foi mais participativo e agudo do que Vini Jr.
Mauro Júnior – Jogou apenas por 20 minutos, é verdade. Mas apareceu bastante na frente, fez movimentações interessantes e deu passes de forma consciente. Merece mais tempo de jogo nesta Data Fifa.
Foi mal
Vini Jr – Desligou o “modo Copa” e voltou a repetir as atuações mornas pela seleção de antes do Mundial. É verdade que também foi prejudicado pela forma como Ancelotti montou o time. Mas também não fez sua parte. Entrou mal em disputas, errou passes e evitou o enfrentamento direto.
Endrick – O desenho que o jogo adquiriu não o beneficiou. Não conseguiu explorar sua velocidade. Algumas poucas tabelas e nenhum perigo levado ao gol da Austrália.
Hugo Souza – Não aproveitou bem a oportunidade. Deixou de sair do gol em algumas bolas cruzadas na área e não pulou na cobrança de falta de Irankunda que abriu o placar.
Bruno Guimarães – Foi mais uma vez prejudicado no esquema com dois meio-campistas e teve dificuldade para enfiar suas bolas verticais.
Douglas Luiz – Entrou no segundo tempo, não ajudou e ainda atrapalhou. Foi ele quem fez a falta que resultou no gol de Irankunda.
Carlo Ancelotti – Pagou pela decisão de não convocar um meia articulador. Com apenas dois homens, o setor simplesmente não funcionou. A seleção pareceu ser formada por dois blocos que não se conectaram.
Quem foi bem e quem foi mal no empate do Brasil com a Austrália
