A presença de atiradores de elite da Polícia Militar no alto de edifícios durante o ato de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, neste domingo (18), chamou atenção de apoiadores e repercutiu nas redes sociais. Os snipers puderam ser vistos posicionados em edifícios como o Brazilian Financial Center, no número 1.374 da avenida.
Flávio na Paulista: ‘Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele’
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Segundo a Polícia Militar, a presença dos atiradores de elite foi uma medida “protocolar e preventiva, adotada conforme diretrizes internacionais de segurança”. De acordo com a corporação, o evento contou com a participação de autoridades do Executivo e do Legislativo, “o que justifica a adoção de protocolos rigorosos”.
Batizado de “Bloco 22”, o ato bolsonarista reuniu 71,9 mil pessoas na Paulista, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e da More in Common. Entre os presentes estavam lideranças da direita e apoiadores da candidatura bolsonarista, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR). A manifestação teve clima de bloquinho de carnaval, como pretendiam os organizadores. Os chamados “bloquinhos 22” foram puxados por Nikolas Ferreira ainda no primeiro turno e são embalados por jingles contra o PT.
Flávio chegou à Paulista por volta das 11h15, quando a manifestação tomava cerca de 12 blocos da avenida. Ele falou por volta das 12h30, após o público rezar o Pai-Nosso a pedido do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que também falou em “aposentar o PT do Brasil”, mencionou Jair e elogiou Flávio.
— Vocês estão fazendo história. Vamos virar essa página triste do Brasil, faltam só sete dias para a gente livrar o Brasil do PT, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele. E eu vou cuidar do Brasil, do povo brasileiro, e o Brasil vai vencer — disse o candidato, que é senador pelo Rio de Janeiro.
Antes de encerrar o ato, pouco depois das 13h, Flávio tomou novamente a palavra, disse que falaria pouco para se poupar para o debate da Rede Bandeirantes, na noite deste domingo, e exaltou a esposa, Fernanda.
— Eu vou dedicar cada dia da minha vida ao lado dessa mulher maravilhosa que é a Fernanda, sem ela eu jamais teria chegado até aqui. Além de linda, maravilhosa, cheirosa, e uma trabalhadora guerreira como cada uma de vocês que está aqui hoje. Hoje eu quero vocês na televisão assistindo ao debate contra o Lula. Hoje eu quero ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra nossa nação ao vivo. O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque o Flávio Bolsonaro está chegando. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos — afirmou.
Bomba
A maioria do público vestia camisas da seleção brasileira e empunhava bandeiras com o número do candidato do PL nas urnas. Também se destacavam bandeiras que misturam símbolos dos Estados Unidos, do Brasil e de Israel. A organização do ato pediu ao público que abaixasse bandeiras de outros países antes do início dos discursos. “Hoje é a nação brasileira, queria pedir para que bandeiras de outros países fossem recolhidas”, disse um membro da organização do carro de som principal.
Apoiadores de Flávio também levaram ao comício um míssil inflável com um pedido para que o presidente americano Donald Trump ataque o Brasil com armas nucleares. Vídeos e imagens que circulam nas redes sociais mostram bolsonaristas tentando levantar o objeto, que dizia: “Trump nuke Brazil”.
Snipers no alto de prédios chamam atenção durante comício de Flávio Bolsonaro na Paulista
