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Start-ups usam inteligência artificial como nova ferramenta para ‘garimpar’ joias no futebol brasileiro

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agosto 31, 2025
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Marcela Geremias, de 14 anos, foi contratada pelo Corinthians com ajuda de plataforma que usa inteligência artificial — Foto: Edilson Dantas

Marcela Geremias, de 14 anos, foi contratada para a base do Corinthians em maio. A notícia pode parecer corriqueira, mas ganha contorno especial quando se destaca que a Inteligência Artificial (IA) foi parte crucial para o clube prestar atenção na jovem atleta.

— Foram os meus amigos que me mostraram a plataforma (Cuju). Na época, estava atuando pelo Avaí e passei a publicar todo dia — conta Marcela, que ressalta: — A visibilidade que me deu ajudou muito para que eu chegasse ao Corinthians.

Assim como em outras vertentes da sociedade, a IA se tornou um novo trunfo de start-ups europeias ligadas ao esporte. Elas chegaram ao Brasil para “garimpar” joias do futebol, pelo país ser o mais renomado na produção de promessas. As plataformas Cuju, da Alemanha, e Footbao, da Itália, são as pioneiras na modalidade.

Como uma espécie de “gamificação” das peneiras, os jovens em busca de oportunidades em bases de clubes brasileiros gravam e lançam seus vídeos nas ferramentas. Ambas fazem diferentes usos da IA e têm como princípio fazer da plataforma uma forma de vitrine para os clubes, democratizando mais o processo de seleção de jogadores.

— Atletas de diversos locais do Brasil agora têm a oportunidade de serem vistos. Um jovem do Acre, hoje, tem a possibilidade de ser visto por um clube do Rio de Janeiro sem ter que se deslocar até esse clube, independentemente de onde o atleta seja, da classe social ou até da qualidade do vídeo — explica o diretor da Footbao no Brasil, Euler Victor.

Marcela já atuava no Avaí quando passou a se interessar pela Cuju. Ela usou as orientações dadas pela IA para conseguir ganhar classificações mais altas na plataforma. O software orienta oito exercícios considerados fundamentais no esporte, que se dividem em gestos técnicos, como controle de bola e passes, e exercícios físicos, que demandam explosão com saltos até corridas com mudanças bruscas de direção.

— Além da visibilidade, a plataforma me ajudou muito na minha evolução diária, nas questões técnicas. Eu estava fazendo esses exercícios sugeridos todos os dias — diz a jogadora.

Marcela Geremias, de 14 anos, foi contratada pelo Corinthians com ajuda de plataforma que usa inteligência artificial — Foto: Edilson Dantas

A promessa da zaga corinthiana Glória Gasparini, de 17 anos, chegou ao time paulista ao mesmo tempo em que publicava vídeos na plataforma Footbao. Logo se tornou um dos perfis de destaque na rede. E virou a primeira jogadora com parceria com o app de inteligência Artificial a ser convocada para a Seleção Brasileira. Com isso, virou uma das inspirações de outros atletas aspirantes ao mesmo espaço.

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  • Clube alemão testa ferramenta
  • Serve também como rede social
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Clube alemão testa ferramenta

Assim como na interface, ela foi um dos destaques da “Jornada”, evento realizado pela start-up alemã que levou 300 jovens — selecionados com base nos perfis e habilidades na plataforma — a participar de uma peneira especial, que aconteceu em Joinville, Florianópolis e Blumenau, em Santa Catarina, ao longo do ano, com olheiros de diversos clubes, presença de nomes consagrados do esporte e até apresentações musicais.

— Para trazer uma prova de conceito do nosso aplicativo, optamos por fazer três peneiras com atletas convidados a partir de uma seleção da inteligência artificial. Dos mais de 100 mil usuários do aplicativo, 300 atletas foram escolhidos para o torneio, que foi chaveado até uma final que terminou com 96 atletas — explica o diretor de marketing da Cuju, Vinicius Las Casas. — As escolhas dos especialistas de futebol convidados foram muito similares às da IA — ressalta.

Além de Marcela, a plataforma já foi ponte para a captação de olheiros de outros clubes, como o Barra FC, que contratou seis atletas, assim como o Joinville, com dois, e até o alemão Hertha Berlim, que está testando dois jovens que utilizam a plataforma.

Já a Footbao atua de modo diferente. Enquanto a tecnologia da Cuju compara os dados existentes e avalia uma certa quantidade de habilidades, de forma semelhante aos games de futebol, a Footbao rastreia os jogadores dentro de campo e faz cortes de vídeos que considera atraentes para serem expostos na plataforma. O uso da IA é feito para melhorar o material publicado pelos atletas neste aplicativo, tornando os vídeos mais apresentáveis para clubes e para os olheiros da própria plataforma do que gravações caseiras.

— Hoje, buscar um clube de futebol, mesmo que seja uma seletiva, sem um vídeo, é como procurar trabalho sem currículo. Os clubes realmente cobram isso do atleta, tem que ter uma gravação jogando — argumenta o diretor da Footbao no Brasil, Euler Victor.

A Cuju trabalha ainda com a ideia de massificar o produto nos países em que atua. É totalmente gratuita tanto para clubes quanto para atletas acessarem e investe os aportes de fundadores como o volante do São Paulo Luiz Gustavo. Já a Footbao tem como principal retorno financeiro as parcerias com clubes. Eles não têm peneiras como a start-up alemã, mas abrem seleções online para destrinchar pedidos de clubes clientes.

Ao todo, a Footbao tem 20 clubes que trabalham com ela, com destaque para as equipes da Série B, Avaí e Goiás. Mas o diretor também ressalta que estão em vias de fechar negócios com dois clubes da Série A, assim como expandir a marca para países como Colômbia e Argentina.

Serve também como rede social

Para além do sonho dos jovens de se tornarem vistos por clubes profissionais, as ferramentas servem também como uma rede social. Só no Brasil, a plataforma já foi baixada duas milhões de vezes. Euler ressalta que, desse número, grande parte é de jovens que apenas gostam de publicar os vídeos sem compromisso, para mostrar suas habilidades. Estes são separados pela IA dos considerados mais talentosos, que somam cerca de 10 mil atletas.

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