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outubro 17, 2026
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Superliga de vôlei terá retorno de Lucarelli e Leal e ‘boom’ de gringos como a polonesa Stysiak

Por · outubro 17, 2026
Superliga de vôlei terá retorno de Lucarelli e Leal e ‘boom’ de gringos como a polonesa Stysiak


Uma polonesa que sonhava desde menina em jogar no Brasil e um campeão olímpico que passou os últimos sete anos entre Itália e Japão são os principais rostos de uma Superliga cada vez mais internacional. Magdalena Stysiak, reforço do Osasco São Cristóvão Saúde, e Lucarelli, de volta ao país para defender o Itambé Minas, são as grandes atrações da temporada 2026/2027, que começa neste fim de semana.
A primeira rodada feminina começa hoje, às 18h30, com Gerdau Minas x Brusque Vôlei, na Arena Minas, com transmissão do Sportv2. O masculino entra em quadra a partir do dia 24.
O retorno de Lucarelli e a chegada de Stysiak são exemplos do poder de atração cada vez maior da competição, seja de brasileiros “repatriados”, seja de estrangeiros. O número de gringos, inclusive, será recorde: pode chegar a 41, incluindo três treinadores, nos 24 clubes, 12 no masculino e 12 no feminino. Serão 26 atletas de fora do país apenas no feminino, sendo que o único clube com apenas brasileiras é o Barueri. Na temporada passada, 28 atletas de outros países atuaram no Brasil.
Stysiak, campeã paulista pelo Osasco na terça-feira, em vitória sobre o Sesi Bauru, contou ao GLOBO que, quando pequena, sonhava em jogar no Brasil:
— Quando era mais nova, assistia aos jogos na TV, e a seleção brasileira sempre buscava títulos em todos os torneios. Gostava muito de assistir. Então, como uma garotinha, disse a mim mesma: “Este será o país onde você jogará no futuro. E aqui estou” — disse. — Estou ansiosa e animada para disputar a Superliga, que é reconhecida como uma das mais fortes do cenário internacional.
A polonesa Stysiak atuou Pelo Osasco no Campeonato Paulista de 2026: campeão
créditos das fotos: @osascovoleibolclube-@carol_fotografia
Com 2,03m de altura, Stysiak acumula títulos na Turquia e na Polônia, é medalhista de bronze da Liga das Nações e constantemente está entre as principais pontuadoras do circuito internacional.
— Sem dúvida, ela é uma das melhores do mundo na posição e contamos com sua força e talento, mas no vôlei não se joga sozinho. Por isso, buscamos formar um time equilibrado, com atletas de qualidade dentro e fora da quadra — ressaltou o treinador Luizomar de Moura.
O Osasco pode contar com outra de suas estrelas: Tifanny conseguiu uma liminar na Justiça para poder disputar a competição. Ela estava impedida de ser inscrita pela nova regra do Comitê Olímpico Internacional e da Confederação Brasileira de Vôlei que restringe a elegibilidade de atletas trans. A CBV informou que recorrerá da decisão.
Tifanny Abreu: atleta do Osasco
Edilson Dantas
Ainda no feminino, outro destaque estrangeiro é Sofya Kuznetsova, no atual campeão Dentil Praia Clube. O time será comandado pelo técnico português Rui Moreira.
Não será a primeira vez da ponteira russa no país: ela retorna ao time após jogar no Queenseis Kariya, no Japão. Na Superliga 2023/2024 foi a maior pontuadora, com 499 pontos, e melhor ponteira em 2024/2025.
O Praia também terá a ponteira canadense Andrea Mitrovic, que já atuou por clubes dos Estados Unidos, China, Turquia, Grécia e Romênia. A jogadora estava no Bayi Shenzhen, da China.
Osasco, Praia e outras quatro equipes são as grandes forças desta edição. A lista conta ainda com Gerdau Minas, Sesi Bauru, Sesc RJ Flamengo e Fluminense.
Masculino
No masculino, um dos estrangeiros de maior destaque tem dupla nacionalidade: nascido em Cuba, Leal, ex-jogador da seleção brasileira, volta ao Cruzeiro, atual campeão da Superliga, após oito temporadas no vôlei internacional. Pelo clube mineiro, ele conquistou cinco vezes o torneio, sendo eleito o melhor jogador em duas edições: 2014/2015 e 2015/2016. Também faturou três Mundiais de Clubes pela equipe celeste, entre outros títulos.
— Sempre disse que um bom filho à casa retorna e estou feliz demais de voltar a jogar diante de uma torcida incrível, a melhor do Brasil. Estava com muita saudade de tudo, das pessoas com quem trabalhei no time, da nossa torcida, da cidade — declarou o jogador, que volta a vestir a camisa 9, aposentada desde sua saída.
Nas duas últimas temporadas, Leal defendeu o Spor Kulübü, da Turquia. Antes, passou por Catar, Itália e Rússia.
O grande nome da edição, porém, é Lucarelli, ex-Aichi, do Japão, agora no Itambé Minas. Já no primeiro evento da temporada, o ponteiro ajudou o time a conquistar o Campeonato Mineiro sobre o Praia Clube, encerrando um jejum na competição que durava desde 2006.
— Desde sempre queria voltar ao Brasil. Quando saí, meu objetivo era voltar. E poder voltar em condições de brigar por títulos e pelo Minas, então… — disse Lucarelli, que há 13 anos vestiu a camisa deste time. — O Minas construiu uma equipe bastante competitiva e espero que a gente consiga tirá-la do papel. Precisamos ter uma cara, criar a nossa química.
Lucarelli conta que volta amadurecido, tendo experimentado duas escolas de voleibol diferentes. E brinca que saiu do país solteiro e volta casado.
— Da Itália, a lembrança mais importante sempre será o fato de ter conhecido a minha mulher. Espero que ela seja muito feliz aqui no Brasil — diz o ponteiro. — Ser estrangeiro na Itália dá a responsabilidade de ter de resolver, de ser um cara importante para o time o tempo inteiro. Não tinha um jogo de descanso e isso me fez crescer muito. E foi a primeira vez que eu saí do Brasil, tive de me virar, essas coisas. Foi importante para o amadurecimento pessoal.
Lucarelli volta ao Minas, time que revelou: logo de cara já ganhou o Campeonato Mineiro de 2026
Hedgard Moraes/ MTC
Sobre os ensinamentos que o Japão lhe deu, citou questões como ética, respeito e conduta. Mas teve também resiliência. Isso porque Lucarelli passou a temporada inteira tentando curar uma lesão no ombro, mas precisou jogar mesmo assim.
— E levamos o time para uma final. Fiquei feliz de encarar a temporada com a cabeça no lugar — falou o atleta, já recuperado.
E já no primeiro compromisso da temporada, Lucarelli e cia ganharam o Campeonato Mineiro diante do Praia Clube.
O último título do Minas havia sido em 2006. Agora, o time soma 21 troféus.
A equipe havia disputado as últimas 16 finais e perdido todas para o Cruzeiro. Neste ano, o Praia eliminou o Cruzeiro na semifinal e chegou à final estadual pela primeira vez na história do projeto masculino.
— Desde sempre queria voltar ao Brasil porque quando saí, meu objetivo era voltar. E poder voltar em condições de brigar por títulos e pelo Minas. Então, meu objetivo foi concretizado — disse Lucarelli, que há 13 anos vestiu a camisa deste time. — O Minas construiu uma equipe bastante competitiva e espero que a gente consiga tirá-la do papel. Precisamos ter uma cara, criar a nossa química.
Lucarelli diz que saiu do Brasil novo e que volta amadurecido, tendo experimentado duas escolas de voleibol diferentes. E acrescentou: saiu do país solteiro e voltou casado.
— Da Itália, a lembrança mais importante sempre será o fato de ter conhecido a minha mulher. Espero que ela seja muito feliz aqui no Brasil — diz o ponteiro. — Ser estrangeiro na Itália dá a responsabilidade de ter de resolver, de ser um cara importante para o time o tempo inteiro. Não tinha um jogo de descanso e isso me fez crescer muito. E foi a primeira vez que eu saí do Brasil, tive de me virar, essas coisas. Foi importante para o amadurecimento pessoal.
Sobre os ensinamentos que o Japão lhe deu, citou questões como ética, respeito, conduta, entre outras. Mas teve também resiliência. Isso porque Lucarelli passou a temporada inteira tentando curar uma lesão no ombro, mas teve de jogar mesmo assim.
— E levamos o time para uma final. Fiquei feliz de encarrar a temporada com a cabeça no lugar — falou o atleta, já recuperado fisicamente.
A Superliga 2026/2027 terá algumas mudanças nas regras, seguindo as orientações da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). Entre elas está o aumento do número de substituições permitidas, de seis para oito por set. A arbitragem também terá uma atuação mais rigorosa em lances de condução e em ataques irregulares, conhecidos como “toque-ataque”.
O torneio terá transmissão de todas as partidas, sendo quatro duelos pelo canal Sportv e dois no GeTV por rodada. A TV Globo transmitirá as finais dos dois naipes.
Na temporada passada, foram mais de 20 mil torcedores no ginásio do Ibirapuera nos dois domingos de finais. E mais de 21 milhões acompanhando na TV Globo (também contou com transmissões em canal fechado e streaming).
A final feminina superou a audiência das duas finais anteriores em média nacional (8,4 pts) e a masculina teve a maior média em quatro anos (8,1 pts). As postagens sobre Superliga nas redes sociais da CBV tiveram 29 milhões de visualizações apenas nas duas semanas decisivas do torneio.
As estrangeiras da Superliga*
Sesc Rj Flamengo – Simone Lee (ponteira dos EUA) / Minja Osmajic (central da Sérvia)
Fluminense – Bianca Bertolino (ponteira argentina) / Júlia de Paula (ponteira espanhola) / Facundo Morando (técnico argentino)
Osasco – Anastasia Guerra (ponteira italiana) / Stysiak (oposta polonesa) / Marta Bechis (levantadora italiana)
Praia Clube – Andreia Mitrovic (ponteira canadense) / Sofya Kuznetsova (ponteira russa) / Rui Moreira (técnico português)
Gerdau Minas – Nowicka (levantadora polonesa) / Hilary Johnson (ponteira canadense)/ Flormarie Heredia (ponteira dominicana)
Mackenzie – Maeva Orlé (oposta francesa) / Jocelyn Urias (central mexicana)
Sancor Londrina – Kyra Holt (ponteira dos EUA) / Ana Marcelin (central hondurenha)
Brusque – Tierney Barlow (central dos EUA) / Ewelina Wilinska (levantadora polonesa) / Paola Santiago (ponteira de Porto Rico)
Brasília Vôlei – Thaynalien Castillo (ponteira cubana) / Dayana Martinez (central cubana)
Sesi Vôlei Bauru – Morgahn Fingall (oposta dos EUA) / Acosta (ponteira venezuelana) / Sofia Maldonado (ponteira mexicana)
Barueri – não tem estrangeiras
Pinheiros – Afedo Manyang (oposta dos EUA) / Paola Villegas (líbero peruana)
*As inscrições para o masculino ainda estão abertas e a lista oficial não foi divulgada
Primeira rodada da Superliga Feminina:
17 de outubro (sábado) – 18h30: Minas x Brusque (Sportv2)
19 de outubro (segunda-feira) – 18h30: Brasília x Osasco
19 de outubro (segunda-feira) – 18h30: Sesi Vôlei Bauru x Mackenzie (Sportv2)
19 de outubro (segunda-feira) – 21h: Sesc RJ Flamengo x Paulistano/Barueri (Sportv2)
20 de outubro (terça-feira) – 18h30: Fluminense x Vôlei Londrina
20 de outubro (terça-feira) – 21h: Praia Clube x E.C. Pinheiros (Sportv2)
Primeira rodada da Superliga Masculina:
24 de outubro (sábado) – 18h30: Guarulhos x Monte Carmelo (Sportv2)
26 de outubro (segunda-feira)- 19h: Montes Claros x Cruzeiro
26 de outubro (segunda-feira) – 21h: Norde Vôlei x Campinas (Sportv2)
27 de outubro (terça-feira) – 18h30: Suzano x Goiás
27 de outubro (terça-feira) – 21h: Praia Clube Uberlândia x São José (Sportv2)
28 de outubro (quarta-feira)- 21h: Minas x Sesi Bauru (Sportv2)

Superliga de vôlei terá retorno de Lucarelli e Leal e ‘boom’ de gringos como a polonesa Stysiak