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setembro 23, 2026
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Virginia Fonseca chama atenção pelo bumbum: o que realmente define o formato?

Por · setembro 23, 2026
Virginia Fonseca chama atenção pelo bumbum: o que realmente define o formato?


Pernas torneadas, glúteos arredondados, cintura marcada e um bumbum que parece permanecer empinado até em repouso. Basta alguns minutos nas redes sociais para encontrar corpos com essas características acompanhados de treinos, procedimentos estéticos, dietas e diferentes promessas de transformação.
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Em 2026, um procedimento em particular ganhou espaço nessa conversa: a harmonização glútea. Dados do Google Trends mostram que as buscas pelo termo cresceram 2.100% em relação a 2025 e atingiram o pico no primeiro semestre deste ano. Famosas como Virginia Fonseca também ajudaram a levar o assunto para o radar do público.
Mas, diante de tantos vídeos de antes e depois, fica uma dúvida: o que realmente determina o formato do bumbum?
A resposta passa por uma combinação de fatores. Estrutura óssea, distribuição de gordura, quantidade de massa muscular, genética, qualidade da pele e relação entre cintura, quadril, coxas e glúteos influenciam o resultado visual. Por isso, duas pessoas podem ter rotinas semelhantes de treino ou passar pelo mesmo procedimento e, ainda assim, apresentar contornos bastante diferentes.
Para o cirurgião plástico Jorge Seba, entender essas características é importante antes de considerar qualquer intervenção.
“O glúteo não pode ser analisado isoladamente. Quando avaliamos o contorno corporal, precisamos observar cintura, quadril, culotes, coxas, distribuição de gordura, musculatura e qualidade da pele. Muitas vezes, o que a pessoa chama de falta de bumbum é, na realidade, uma questão de proporção entre diferentes regiões do corpo”, explica o cirurgião.
Academia muda o formato do bumbum?
Sim, até determinado ponto. Exercícios de força podem estimular a hipertrofia dos músculos dos glúteos e das pernas, aumentando volume, projeção e definição. A musculação também pode alterar a composição corporal e modificar o contorno da região.
Isso não significa, porém, que todas as pessoas chegarão ao mesmo resultado seguindo o treino de uma influenciadora. A resposta ao exercício sofre influência da genética, da anatomia e da distribuição de gordura de cada indivíduo.
“Treinamento bem estruturado pode aumentar a musculatura e modificar bastante o contorno. Mas existe uma anatomia de base que precisa ser respeitada. Duas pessoas podem treinar da mesma forma e apresentar resultados visuais completamente diferentes porque possuem estruturas corporais diferentes”, afirma Jorge.
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Reprodução Instagram
É justamente aí que a comparação com imagens das redes pode se tornar problemática. Além das diferenças naturais entre os corpos, fotos e vídeos não mostram necessariamente todo o processo que levou àquele resultado.
E quando o problema não é falta de músculo?
Uma pessoa pode ter glúteos desenvolvidos e, ainda assim, não enxergar o desenho corporal que gostaria. A distribuição de gordura em áreas como flancos, culotes e região inferior dos glúteos também interfere na percepção das curvas.
O cirurgião plástico Marco Cassol chama atenção para a relação entre essas regiões. “Às vezes, a percepção de projeção do glúteo muda quando trabalhamos regiões ao redor dele. Cintura, flancos, quadril e coxas participam da construção visual do contorno corporal. Por isso, não podemos pensar que aumentar o volume do bumbum seja sempre a única resposta”, pondera.
A diferença ajuda a entender por que procedimentos com objetivos distintos podem produzir efeitos diferentes. Enquanto alguns buscam acrescentar volume, outros atuam sobre gordura localizada, flacidez ou determinadas áreas do contorno.
Harmonização glútea pode substituir o treino?
A popularização da harmonização glútea trouxe essa dúvida para o centro da discussão. O termo pode abranger diferentes abordagens e produtos voltados a características como volume, contorno ou qualidade da pele. Entre as substâncias utilizadas estão ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno, com indicações que variam de acordo com o produto, a técnica e as características de cada paciente.
Um ponto, no entanto, é importante: preenchimento não produz o mesmo efeito que ganho muscular.
“São propostas completamente diferentes. O exercício trabalha musculatura, força, função e composição corporal. Um procedimento estético pode atuar sobre volume, contorno ou determinadas características dos tecidos, dependendo da técnica. Não podemos vender a ideia de que uma coisa substitui a outra”, ressalta Marco.
Procedimentos injetáveis também envolvem riscos, como infecção, hematomas, nódulos e outras complicações. Por isso, a escolha do produto, a indicação e as condições em que a intervenção é realizada precisam ser avaliadas por profissional habilitado. A popularização da técnica também trouxe discussões sobre o uso de materiais inadequados e a realização de procedimentos sem condições apropriadas de segurança.
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Reprodução Instagram
Lipoaspiração também pode mudar a percepção do bumbum
Embora seja associada principalmente à retirada de gordura, a lipoaspiração também pode interferir no contorno ao tratar áreas específicas do corpo. A redução de depósitos nos flancos e ao redor da cintura, por exemplo, pode deixar mais marcada a transição entre essas regiões e o quadril.
Isso não significa, porém, que retirar o máximo possível de gordura seja sinônimo de um resultado melhor.
“Contorno corporal é proporção. Retirar gordura indiscriminadamente não significa produzir um resultado melhor. O planejamento precisa considerar onde existe excesso, quais áreas devem ser preservadas e como aquele corpo vai se comportar após a cirurgia. Naturalidade depende justamente desse equilíbrio”, observa Jorge.
Em algumas cirurgias, a gordura retirada também pode ser utilizada para remodelar outras regiões. A possibilidade, no entanto, depende da anatomia, das condições de segurança e dos objetivos de cada paciente.
Flacidez muda a indicação
A pele é outro componente que pode alterar completamente a avaliação. Depois de grandes perdas de peso, gestação, envelhecimento ou oscilações importantes de peso, pode haver excesso de tecido ou perda de elasticidade. Nesses casos, aumentar volume ou retirar gordura pode não resolver a principal queixa.
“Quando existe flacidez significativa, precisamos avaliar a capacidade de retração da pele. Não adianta tratar apenas gordura ou volume se o problema predominante está no excesso de tecido. Cada componente precisa ser identificado para que a indicação faça sentido”, alerta Marco.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado a quem perdeu muito peso após mudanças de hábitos, cirurgia bariátrica ou uso de medicamentos para obesidade. A redução da gordura pode ocorrer de maneira diferente em cada região e tornar áreas de flacidez mais evidentes.
Bumbum empinado e pernas definidas: o que realmente muda o formato do corpo, do treino aos procedimentos
Reprodução Instagram
As pernas também entram nessa conta
Quando o foco está no chamado “bumbum perfeito”, é fácil esquecer que as pernas também interferem na percepção do conjunto. Volume das coxas, musculatura, gordura localizada, flacidez e a relação entre membros inferiores e quadril ajudam a definir como os glúteos aparecem visualmente.
Por isso, reproduzir apenas uma característica observada em outro corpo pode não produzir o mesmo efeito. O resultado depende de como cada região se relaciona com as demais.
“Não existe um desenho ideal que possa ser transferido de uma pessoa para outra. O resultado precisa conversar com a estrutura daquele paciente. Quando começamos a perseguir medidas, formatos ou referências que pertencem a outro corpo, aumenta a chance de criar expectativas incompatíveis com a anatomia individual”, avalia Jorge.
Bumbum empinado e pernas definidas: o que realmente muda o formato do corpo, do treino aos procedimentos
Reprodução Instagram
O resultado das redes não conta toda a história
A alta nas buscas por harmonização glútea mostra como um procedimento pode rapidamente ganhar espaço no imaginário de quem procura mudanças no corpo. Mas uma fotografia ou um vídeo de antes e depois não revela, sozinho, como aquele resultado foi construído.
Treino, percentual de gordura, genética, alimentação, pose, iluminação e procedimentos podem fazer parte dessa equação. Mesmo dentro da cirurgia plástica e da medicina estética, queixas diferentes exigem avaliações e abordagens distintas.
Para Marco, essa deveria ser a primeira conversa antes de qualquer intervenção.
“O paciente muitas vezes chega dizendo qual procedimento quer fazer porque viu determinado resultado nas redes. A avaliação médica faz o caminho contrário: primeiro precisamos entender qual é a queixa, analisar a anatomia e só depois discutir se existe indicação e qual abordagem seria adequada. Procedimento não deveria começar pela tendência, mas pelo diagnóstico”, conclui.

Virginia Fonseca chama atenção pelo bumbum: o que realmente define o formato?