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outubro 18, 2026
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Apoiadores de Lula fazem atos em São Paulo, Rio e Brasília; Flávio participa de evento na Paulista

Por · outubro 18, 2026
Apoiadores de Lula fazem atos em São Paulo, Rio e Brasília; Flávio participa de evento na Paulista


Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) estão nas ruas neste domingo em atos públicos em prol das candidaturas. Os atos acontecem a uma semana do segundo turno da eleição ao Planalto. O bolsonarista participou de ato na Avenida Paulista, em São Paulo nesta manhã, enquanto o atual chefe do Executivo não tem agendas públicas além do debate da Band, que será realizado às 20h.
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A ideia do PT, segundo apurou o GLOBO, é incentivar os movimentos mais orgânicos e localizados, com autoridades como o próprio presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e outros políticos aliados participando quando possível. Neste domingo, estão previstos “atos pela democracia” convocados por artistas em diversas capitais. Em São Paulo, Emicida, Rashid e Julia Costa, entre outros nomes do rap, realizam uma manifestação pró-Lula na Zona Norte. No Rio, Caetano Veloso e outros artistas participam de um ato em Copacabana e, em Salvador, Gilberto Gil, BaianaSystem e Daniela Mercury também convocaram evento para apoiar Lula.
A mobilização de artistas foi alvo de ações na Justiça Eleitoral, ajuizadas pelo Novo e por políticos do Rio de Janeiro, que alegam que os atos, na verdade, seriam “showmícios”, prática vedada pela lei. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou na última quinta-feira (15) a ação que buscava impedir a realização do ato musical, mas encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para eventuais providências cabíveis.
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Também neste domingo, Flávio participou de um ato na Avenida Paulista. Ele chegou por volta das 11h15, quando a manifestação tomava cerca de 12 blocos da avenida. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes, os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) também participam do comício, batizado de “Bloco 22”. O influenciador Pablo Marçal também estava no trio elétrico.
Por volta das 12h30, os apoiadores rezaram o Pai-Nosso, puxado por Nikolas. Em seguida, Flávio fez uma breve fala.
— Vocês estão fazendo história. Vamos virar essa página triste do Brasil, faltam só sete dias para a gente livrar o Brasil do PT, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele. E eu vou cuidar do Brasil, do povo brasileiro, e o Brasil vai vencer — disse.
A maioria do público veste camisas da seleção brasileira e empunha bandeira com o número de urna do candidato do PL. Também se destacam bandeiras que misturam símbolos dos Estados Unidos, do Brasil e de Israel, e vendedores ambulantes oferecem bonés do presidente americano Donald Trump. A organização do ato pediu ao público que abaixasse bandeiras de outros países antes do início dos discursos. “Hoje é a nação brasileira, queria pedir para que bandeiras de outros países fossem recolhidas”, disse um membro da organização do carro de som principal.
O Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e a More in Common estimou a presença de 71,9 mil pessoas na manifestação bolsonarista. Como a margem de erro é de 12%, isso quer dizer que havia entre 63,3 mil e 80,5 mil participantes às 12h20, horário de pico. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial. Não é possível comparar com o público presente na manifestação em apoio a Lula, no mesmo local, no domingo passado (11), pois a campanha petista não autorizou o sobrevoo de drones na avenida.
Atos petistas
Em São Paulo, estava prevista uma manifestação no Vale do Anhangabaú, no Centro, que foi posteriormente transferida para o Largo da Batata, na Zona Oeste, e, depois, cancelada. A decisão gerou revolta entre militantes e manifestação foi mantida por organizadores independentes e, por volta das 13h30, fechou a Avenida Faria Lima no sentido Itaim Bibi.
Ato em apoio a Lula no Largo da Batata, na Zona Oeste de São Paulo, neste domingo (18)
Mauricio Xavier
Ao GLOBO, fontes ligadas ao PT disseram que “agora a campanha está num momento descentralizado” e que “está todo mundo fazendo ato”. Acrescentaram que o partido não vai “desautorizar” manifestações convocadas por forças independentes.
A decisão de descentralizar os atos da esquerda ocorre a após o ato que reuniu uma multidão na Avenida Paulista no domingo passado (11). Inicialmente, a manifestação era organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e por centros acadêmicos universitários, que se mobilizaram espontaneamente após o resultado do primeiro turno. Ao longo da semana, ganhou a adesão de movimentos organizados da esquerda. Lula confirmou a presença apenas na véspera, quando estava claro que a mobilização seria grande.
Também participaram lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o candidato derrotado do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
Parte dos manifestantes empunhava cartazes e imagens de Nossa Senhora de Aparecida, que virou motivo de embate durante a campanha eleitoral após a divulgação de um projeto de lei, arquivado há quase 20 anos, cujo objetivo era retirar da santa o título de padroeira do Brasil. Também se destacavam bandeiras de legendas como PSTU, UP, PSB e faixas em apoio a pautas associadas ao petista, como o fim da escala 6×1 e o Bolsa Família.
Também neste domingo, apoiadores do presidente Lula (PT) fizeram um ato em Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Às 9h, os manifestantes começaram a se concentrar em frente ao Museu Nacional da República e, depois, caminharam em direção ao Congresso Nacional. Batizada de “ato da virada”, a mobilização reuniu apoiadores da esquerda em defesa da reeleição do petista, a uma semana do segundo turno.
O candidato ao governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT), que disputa o segundo turno contra a governadora Celina Leão (PP), participou da manifestação, assim como parlamentares do PT e do PSOL. O ato terminou por volta das 13h, com apresentações musicais.
Já no Rio, o cantor Chico Buarque e a cantora Marisa Monte participaram neste domingo de um ato de estudantes e movimentos sociais em apoio à reeleição do presidente Lula, no Centro. A manifestação reuniu apoiadores do presidente e faz parte de uma mobilização nacional em defesa de sua reeleição.
Em uma publicação no Instagram, Marisa Monte compartilhou fotos do ato e escreveu:
“Pelo meio ambiente, pela cultura, pela democracia, pela ciência, pelas vítimas da pandemia, ainda estamos aqui!”.
Nas imagens, Marisa aparece com uma camiseta verde estampada com a frase “Minha ideologia é floresta em pé, água limpa, ar puro, comida sem veneno para todos”. Em outra foto, ela segura um cartaz com a mensagem: “Um país que não conhece a própria história está fadado a repeti-la. Memória importa”.
Chico Buarque também esteve na manifestação e discursou para os presentes do alto de um trio elétrico. O cantor ainda conversou e tirou fotos com apoiadores no local. A mobilização ocorre em outras cidades brasileiras, como Brasília, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte, em defesa da reeleição de Lula.
Além da manifestação na Candelária, o Rio tem outro ato previsto para este domingo. O “Ato Musical pela Democracia”, convocado por Caetano Veloso, está marcado para as 16h, no Posto 5 da Praia de Copacabana.
Djavan confirmou presença no evento em uma publicação compartilhada nos Stories do Instagram. O material divulga o ato, informa o horário e o local e apresenta o cantor como uma das atrações confirmadas. A programação também prevê a participação de outros artistas, como Marina Sena e Frejat.
Manifestação na Alemanha
Na Alemanha, na cidade de Colônia, que concentra cerca de 6 mil brasileiros, houve uma manifestação de apoio a Lula neste domingo. Centenas pessoas se reuniram em frente à Catedral de Colônia, quinta igreja mais alta do mundo e patrimônio da humanidade, com cartazes com frases pela democracia e pela soberania brasileira. Acompanhados por percussionistas de um bloco, os brasileiros cantaram o Hino Nacional, entoaram jingles da esquerda e uma música do Festival de Parintins.
Nas eleições deste ano, Colônia foi um dos pontos oficiais de votação para brasileiros na Alemanha. Durante a manifestação, da qual participaram trabalhadores, estudantes, crianças e idosos, foi lida uma carta de convocação aos eleitores. Em seguida, foram feitos discursos em prol da saúde, da educação, da igualdade racial e em defesa da liberdade. Além de brasileiros, outros latino-americanos também estiveram presentes no ato.
Ato em apoio à reeleição do presidente Lula em Colônia, na Alemanha
Thayná Rodrigues

Apoiadores de Lula fazem atos em São Paulo, Rio e Brasília; Flávio participa de evento na Paulista