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setembro 29, 2026
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Brasil investe menos de um terço da média de países da OCDE na educação pública, indica relatório

Por · setembro 29, 2026
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O Brasil investiu cerca de US$ 4,1 mil por estudante do ensino fundamental até o superior público, menos de um terço da média dos países da OCDE, que foi de US$ 13,6 mil em 2023, mostra um novo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O valor é acima apenas dos gastos pela Colômbia (US$ 3,4 mil) e pelo Peru (U$ 1,8 mil), considerando 44 países com informações sobre. O levantamento inclui países membros do grupo, nações que estão em processo de adesão e aquelas que fazem parte do G20.
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O documento também mostra que o país tem apenas 22% dos adultos em idade ativa, de 25 a 64 anos, com ensino superior, quase metade dos 43% da média das nações da OCDE. O percentual coloca o país na lanterna empatado com Itália e México (22%) e abaixo apenas de Romênia (19%); Índia (16%); Indonésia (13%) e África do Sul (8%), num ranking de 46 países. Apenas 1% da faixa etária tem mestrado no Brasil, enquanto a média é de 15% entre as nações da OCDE.
O Brasil é também o 5º com mais “nem nem”, jovens entre 18 e 24 anos que não estudam, nem trabalham, embora o percentual tenha caído de 27%, em 2016, para 22%, em 2024. O país está atrás apenas de Romênia (23%); Colômbia (26%); Turquia (31%) e África do Sul (48%), entre 41 nações.
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Segundo o relatório, esse público, que é de, em média, 14% nos países da OCDE, representa “uma preocupação central das políticas públicas, uma vez que períodos prolongados de inatividade em uma idade precoce podem ter efeitos negativos duradouros sobre os resultados socioeconômicos ao longo da vida”.
Professores insatisfeitos
Além disso, somente 44,3% dos profissionais brasileiros concordam em algum grau que estão “satisfeitos com suas condições de emprego”, excluindo o aspecto salarial. Considerando 38 países para os quais há dados sobre o indicador, o país aparece atrás apenas de Japão, onde 37,3% concordam com a afirmação, e Portugal, onde o percentual é de 39,1%. O desempenho do Brasil também é significativamente abaixo da média dos países da OCDE, de 68,4%.
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Quando avaliada especificamente a proporção de professores satisfeitos com a remuneração, o percentual no Brasil é ainda menor, de 22,3%, o quinto pior no ranking e mais de 16 pontos abaixo da média na OCDE, de 38,7%. Apenas têm números piores que o Brasil a Turquia, com 21,3%; a Polônia, com 20,5%; a Islândia, com 19,3%, e Portugal, com 13,4%.
O relatório também destaca que 10,3% dos educadores brasileiros do ensino fundamental e médio deixaram a profissão entre 2024 e 2025, incluindo aqueles que desistiram da docência e os que se aposentaram. É o quarto percentual mais alto entre os 24 países com dados sobre a saída de professores, atrás apenas da Comunidade Francesa da Bélgica, com 11,6%; Letônia, com 12%, e Dinamarca, onde 14,5% não atuam mais.
Segundo o levantamento, outros 12,3% dos professores de 30 a 49 anos relataram intenção de deixar a profissão nos próximos cinco anos. Enquanto isso, o número de docentes nos anos iniciais do ensino fundamental no Brasil aumentou apenas 4% de 2015 a 2024, bem abaixo da alta média de 13% dos países da OCDE, e caiu 2% nos anos finais antes do ensino médio.

Brasil investe menos de um terço da média de países da OCDE na educação pública, indica relatório