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outubro 9, 2026
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BTG firma parceria para conectar mercados de Brasil e China

Por · outubro 9, 2026
BTG firma parceria para conectar mercados de Brasil e China


A gestora do BTG Pactual e a China Southern Asset Management assinaram um memorando de entendimento para desenvolver fundos listados em Bolsa (ETFs, na sigla em inglês) que proporcionam acesso entre os mercados chinês e brasileiro.
A parceria pretende oferecer, na plataforma de cada uma das gestoras, índices geridos pela outra parceira. No caso brasileiro, os clientes do BTG poderão comprar um fundo de índice listado na Bolsa brasileira e que persegue a performance de ações chinesas.
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Já os clientes chineses poderiam acessar, através da gestora do país, um ETF gerido pelo BTG que reproduz um índice de ações de companhias brasileiras.
A BTG Asset Management é a a quarta maior gestora do país e possui, segundo ranking da Anbima, R$ 743 bilhões em ativos sob gestão. Já a China Southern Asset Management é uma das principais gestoras de recursos da maior economia do mundo. Em dezembro, a gestora possuía aproximadamente US$ 402 bilhões (cerca de R$ 2,01 bilhões) em ativos sob gestão.
De acordo com comunicado, a expectativa do banco de André Esteves é de que “a parceria amplie o acesso a uma das maiores e mais dinâmicas economias do mundo, proporcionando exposição a setores como manufatura avançada, tecnologia, inteligência artificial, semicondutores e transição energética”. Do lado chinês, a expectativa é de que a iniciativa amplie o acesso a ações brasileiras por meio de um veículo de investimento listado localmente.
A gestora chinesa é reconhecida como líder no mercado chinês dos chamados “ETFs feeder”, com estruturas transfronteiriças estabelecidas que oferecem acesso a mercados como Japão, Singapura e Arábia Saudita.
Em comunicado, Rubens Henriques, chefe da gestora do BTG, afirma que a parceria “amplia a capacidade de conectar investidores brasileiros a uma das economias mais dinâmicas e relevantes do mundo” e, “ao mesmo tempo, abre um novo caminho para que investidores chineses acessem os mercados brasileiros”.
De olho no bolso chinês
O apetite pelo acesso de companhias brasileiras ao mercado chinês tem crescido. Em junho, a B3 firmou parceira com o Wind Financial Terminal, uma das principais plataformas de informações financeiras da China. Por meio dessa conexão, os usuários da plataforma passaram a acompanhar o desempenho de produtos de investimento ligados ao mercado brasileiro, incluindo os ETFs disponíveis para investidores chineses referenciados ao desempenho de papéis locais.
Em julho, o então gestor da dívida pública nacional já havia anunciado a intenção de lançar “panda bonds” brasileiros, títulos de dívida do Brasil emitidos no país asiático. Empresas com exposição de receitas na China também já estrearam neste mercado, como a Suzano.
Segundo a agência Bloomberg, Pequim também busca desenvolver o mercado doméstico e, até junho, as emissões de Panda Bonds dispararam para um recorde de 173 bilhões de yuans, volume 70% acima do mesmo período de 2025.
Em entrevista de maio de 2025, João Scandiuzzi, estrategista-chefe do BTG Pactual, afirmou que a China possui uma estratégia de internacionalização. Ele afirmou que o chinês possui o hábito de poupar, e o custo de capital é muito baixo, o que favorece emissões no país.
— Faz parte de um movimento do longo prazo este desenvolvimento, a maturidade financeira da China, de ocupar espaço com protagonismo econômico e também financeiro — ele disse, lembrando que o país tem adotado, através da “Nova Rota da Seda”, uma postura de maior internacionalização e participação do comércio internacional em yuan.

BTG firma parceria para conectar mercados de Brasil e China