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outubro 31, 2026
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Eleições do Vasco: Sérgio Frias anuncia candidatura com foco em fiscalização das promessas da SAF e projetos para o associativo

Por · outubro 31, 2026
Eleições do Vasco: Sérgio Frias anuncia candidatura com foco em fiscalização das promessas da SAF e projetos para o associativo


Sérgio Frias é o terceiro candidato à presidência do Vasco. Professor convidado da UERJ, escritor e pesquisador formado em Direito e Gestão Esportiva, Frias, de 56 anos, lançou candidatura pela chapa “O Vasco é eterno”, que fará oposição ao atual presidente Pedrinho, que representará a situação na eleição agendada para o dia 14 de novembro.
Sócio do Vasco há 34 anos, conselheiro há 25 — com exceção de um período entre agosto de 2011 e novembro de 2014 — e benemérito há nove, Frias já exerceu o cargo de vice-presidente do Conselho Deliberativo do cruzmaltino entre 2015 e 2017, na última gestão de Eurico Miranda. Além disso, foi candidato à presidência em 2020, no pleito vencido por Jorge Salgado, e à vice-presidência em 2023, quando Pedrinho venceu.
— Sou candidato porque alguém precisa proteger o Vasco. O futebol agora tem um novo controlador e queremos que dê certo. Mas o clube segue existindo, com seu patrimônio, sua história, São Januário, esportes olímpicos, e precisa estar preparado para qualquer cenário, inclusive os que a própria reforma do estatuto prevê, como a possibilidade de extinção. O Vasco é eterno e o nosso papel é garantir que continue sendo — disse Frias ao GLOBO.
Além do discurso de respeito à importância do associativo, Sérgio Frias prega a fiscalização das promessas de mudanças e crescimento esportivo e financeiro com a SAF.
— A direção do Vasco disse que há dinheiro infinito e que os valores do contrato pouco importam. Então vamos cobrar um crescimento também infinito do futebol. Não cabe discurso sem compromisso com título e vamos mobilizar a torcida para exigir resultado do tamanho da expectativa que foi criada — falou Frias.
O candidato também destacou os acontecimentos no Vasco no período em que foi vice-presidente do Conselho Deliberativo.
— Em 15 dos últimos 18 anos, o vascaíno viu fracasso em cima de fracasso, dívida crescendo e justificativas infantis. A exceção foi de 2015 a 2017: superamos todos os grandes do Rio de Janeiro no confronto direto, aumentamos a capacidade de São Januário de 15 mil para quase 22 mil e entregamos o clube na Libertadores, com receita maior e dívida menor, sem recuperação judicial — afirmou.
É praticamente senso comum entre as candidaturas da oposição que será difícil bater a chapa de Pedrinho nas eleições, pelo bom momento vivido pelo cruzmaltino dentro de campo e pela condução da venda da SAF. Assim, o foco tem sido pela busca do segundo lugar no pleito.
O objetivo das chapas da oposição é conseguir 30 cadeiras no Conselho Deliberativo do clube, número considerado significante. A candidatura vencedora tem direito a indicar 120 pessoas.
Ao propor reflexão em relação ao futuro do Vasco associativo, Sérgio Frias fala de possíveis projetos para a ala social do cruzmaltino e frisa a importância do clube “andar com as próprias pernas”.
— Temos de olhar para frente. Como acionista minoritário, o Vasco precisa se relacionar bem com quem terá a maioria das ações, mas também se reestruturar e se manter de pé, altivo, sem ficar à mercê da vontade alheia. Um clube institucionalmente forte é importante para o futebol, assim como um futebol forte é importante para o clube. Temos projetos para os esportes coletivos e individuais, para os naming rights que pertencem ao Vasco, para a reforma e ampliação de São Januário e para investir na nossa história, construída com sangue, suor e lágrimas, a maioria delas de alegria — concluiu.

Eleições do Vasco: Sérgio Frias anuncia candidatura com foco em fiscalização das promessas da SAF e projetos para o associativo