Uma mulher de 32 anos foi condenada a uma pena de 35 a 80 anos de prisão nos Estados Unidos após admitir o assassinato do filho de seis semanas de sua melhor amiga. Nicole Virzi se declarou culpada, no julgamento ocorrido na última quarta-feira (28) de homicídio em terceiro grau, agressão agravada e duas acusações de colocar em risco o bem-estar de uma criança. O caso aconteceu em Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, em 2024.
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Nicole, que morava em San Diego, na Califórnia, viajou até Pittsburgh para visitar a amiga Savannah Roberts e ajudar nos cuidados com os recém-nascidos gêmeos, Ari e Leon. Durante a estadia dela, os pais dos meninos notaram ferimentos no corpo de Ari, sem que conseguissem identificar as causas. Para que pudessem fazer uma consulta no hospital, Nicole se ofereceu para ficar com Leon.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, durante esse período, com a ausência dos pais dos meninos, Nicole ligou para o serviço de emergência e afirmou que o bebê havia caído de um balanço infantil. Leon foi levado a um hospital pediátrico, mas não resistiu e morreu.
Uma autópsia apontou que a criança sofreu traumatismo craniano provocado por força contundente. Os investigadores concluíram que a gravidade dos ferimentos não poderia ser explicada por uma queda do assento, o que indicaria uma agressão.
Diante desse cenário, as investigações também apontaram que Nicole foi responsável pelos ferimentos apresentados pelo irmão gêmeo da vítima, Ari. De acordo com documentos do processo, aos quais veículos de imprensa dos Estados Unidos tiveram acesso, ela admitiu ter machucado intencionalmente as duas crianças.
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Em depoimento aos investigadores, Nicole afirmou que tinha uma “compulsão por machucar crianças”, como relatou uma reportagem do Los Angeles Times. Segundo ela, essa vontade era sentida toda a sua vida.
A mulher também relatou que sacudiu Leon com força e o derrubou de propósito diversas vezes, inclusive sobre um piso de cerâmica. Apesar de admitir as agressões, afirmou que não queria que o bebê morresse.
Nicole se declarou culpada na última quarta-feira, evitando um julgamento que poderia resultar em uma eventual pena de morte. A condenação inclui homicídio em terceiro grau, agressão agravada e duas acusações relacionadas ao risco imposto às crianças. A pena estabelecida foi de 35 a 80 anos de prisão.
Em uma declaração apresentada à Justiça, Savannah Roberts relatou o impacto da violência e a dificuldade de compreender que a responsável pelos ferimentos era alguém em quem confiava.
“Eu jamais poderia imaginar que uma pessoa, muito menos minha melhor amiga, fosse capaz da crueldade ou da violência que Nicole demonstrou”, escreveu a mãe dos gêmeos em uma carta, na qual a NBC News teve acesso.
Em outra declaração, Savannah também descreveu a dor de acompanhar o crescimento de Ari sem a presença do irmão. Segundo ela, o menino está bem e se tornou uma criança carinhosa e amorosa, mas cada conquista e aniversário dele são acompanhados pela lembrança de que Leon deveria estar vivendo os mesmos momentos com a família.
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