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setembro 29, 2026
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Em reforço de sanções contra Cuba, EUA restringem transações financeiras e viagens de americanos à ilha

Por · setembro 29, 2026
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Os Estados Unidos anunciaram, nesta terça-feira, um reforço das sanções contra Cuba, que inclui restrições a operações financeiras ligadas à ilha comunista e reduz as autorizações de viagens para cidadãos americanos.
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O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) anunciou medidas que proíbem transações financeiras “indiretas” com entidades cubanas sancionadas, especialmente aquelas ligadas ao aparato de segurança e à Gaesa, conglomerado econômico das Forças Armadas cubanas.
A OFAC, vinculada ao Departamento do Tesouro americano, também eliminou a autorização para as chamadas transações “U-Turn”, que permitiam que bancos dos EUA processassem, desde 2024, pagamentos em dólares relacionados a Cuba, desde que a origem e o destino estivessem fora dos EUA e não envolvessem cidadãos americanos.
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A nova regulamentação também elimina a autorização que permitia aos bancos americanos “abrir e manter contas exclusivamente em nome de um cidadão cubano que fosse empreendedor independente do setor privado”.
Esse acesso ao sistema bancário americano para empresários privados havia sido autorizado em 2024, durante o governo do democrata Joe Biden (2021-2025), como parte de medidas destinadas a apoiar o incipiente setor privado cubano.
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As novas regras também limitam algumas categorias de viagens que haviam sido autorizadas durante o mandato do também democrata Barack Obama (2009-2017) para cidadãos americanos.
Viagens de intercâmbio cultural, conhecidas como viagens “pessoa a pessoa” (people-to-people), além de conferências e reuniões de negócios, passarão a exigir autorização.
Desde o retorno de Donald Trump ao poder, as relações entre Cuba e Estados Unidos voltaram a se deteriorar consideravelmente.
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O republicano afirma que Cuba, localizada a 150 quilômetros da costa da Flórida, representa uma “ameaça extraordinária” à segurança dos EUA e ameaçou repetidamente “assumir o controle” da ilha.
Washington, que não esconde o desejo de ver uma mudança de regime em Havana, impôs desde janeiro um bloqueio de fato às exportações de petróleo para a ilha, de 9,4 milhões de habitantes, mergulhando o país em uma profunda crise econômica e energética.

Em reforço de sanções contra Cuba, EUA restringem transações financeiras e viagens de americanos à ilha